A pequena Elis Caetano Fernandes, 4 anos, é o sonho de qualquer mãe na hora de se alimentar. Sem problema nenhum, ela devora um prato de salada com tudo o que tiver nele. ''Elis sempre foi assim. Na verdade, meu problema é fazer com que ela coma arroz e feijão. Ela come verduras, legumes e frutas durante a refeição e também nos lanches'', afirma a mãe, a instrumentadora cirúrgica Fabiele de Oliveira Caetano.
Ela conta que, com dois anos, a filha já era conhecida na escola como Dona Salada. ''As professoras a chamavam assim porque ela era a única criança que comia a salada na hora do almoço. E isso aconteceu naturalmente, nunca forcei a Elis a comer nada. O pediatra dela foi quem me ensinou a não forçar nada e oferecer de tudo. Elis sabe que é importante comer verduras e legumes para crescer forte e bonita'', diz.
E os efeitos da boa alimentação aparecem no organismo da menina. ''Ela nunca fica doente, não tem gripes, febres ou outras doenças de criança. Também não preciso me preocupar com a questão do peso, ela é bem magrinha. A Elis não liga muito para bobagens. Ela até come salgadinho e doces, mas bem pouco e só de vez em quando'', garante.
Na casa da funcionária de hotelaria Eliane Souza Santos do Prado, a hora das refeições também transcorre sem nenhum problema. Os dois filhos menores, Jeniffer Gabrielle, 9 anos, e Kauan Rodrigues, 3 anos, são devoradores de saladas. ''Eles fazem algumas restrições, mas muito poucas. O Kauan só não gosta de cebola e alface e a Gabi não come quiabo'', afirma a mãe.
Segundo ela, o exemplo dos adultos e as dicas do pediatra foram fundamentais para a educação dos filhos. ''Tenho uma filha mais velha que não come muita salada porque, quando era criança, eu deixava ela comer muita bobagem. Com os dois menores, o médico me ensinou a fazer papinha sem misturar os ingredientes e tentar várias vezes. No início,não aceitavam, mas eu insistia porque sei que é bom para eles'', comenta Eliane.
Como ela e o marido têm uma alimentação saudável, fica mais fácil convencer as crianças. ''Na minha casa todo mundo come de tudo, mas não obrigo a comer o que eles não querem. Bobagens são só para o fim de semana e não compro doces nem bolachas para guardar em casa. Meus filhos estão no peso ideal e são crianças saudáveis. Isso é o mais importante'', diz. (H.F.)

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