Para os ocidentais e os japoneses, o Ano Novo chega no primeiro dia de janeiro. Para os chineses, começa no dia 29 de janeiro - e vai até 5 de fevereiro do ano 2000. Os muçulmanos, seguidores do profeta Maomé, comemoram em julho. E para os judeus o que vale mesmo é o dia 11 de setembro. As datas mudam conforme os povos e as tradições, mas o que importa é comemorar.
Há uma diferença entre os calendários porque alguns povos seguem - na verdade, mais para manter a tradição - o calendário lunar, baseado nos ciclos da lua. O mês lunar tem 29,53 dias, aproximadamente. Como havia muitas discordâncias e dificuldades para se calcular o início das estações do ano (determinadas de acordo com a passagem do sol), o papa Gregório XIII pediu a ajuda dos astrônomos e decretou, no começo do século 16, a substituição do calendário juliano pelo gregoriano, adotado hoje no Ocidente.
O que vigora nesse calendário é o ano solar e, para compensar as frações dos meses lunares que foram esquecidas, há um dia extra no mês de fevereiro, de quatro em quatro anos.
Os judeus baseiam-se no dia em que, segundo eles, Deus criou Adão e Eva, 3.761 anos e três meses antes de Cristo. No dia 11 de setembro de 1999, eles vão festejar o Rosh Hashaná (Ano Novo Judaico). Os muçulmanos entrarão no ano de 1377 em 16 de julho de 99. Eles se basearam na fuga do profeta Maomé da cidade de Meca, onde ele nasceu, para Medina.

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