Começar cedo
O chefe do Departamento de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, Wagner Gattaz, começou a ensinar os nomes das marcas de automóveis ao filho quando ele tinha pouco mais de 1 ano e a família vivia na Alemanha. ''Dei uma miniatura de uma Mercedes e quando ele aprendeu o nome dei outra, de uma Ferrari'', conta. Quando tinha 2 anos, o menino reconhecia 45 marcas diferentes. Fazê-lo associar o logotipo à palavra que designava a marca também foi fácil e em pouco tempo o garoto estava alfabetizado. ''Meu filho tem excelente memória até hoje'', garante.
O cérebro, do nascimento à adolescência, destrói uma quantidade enorme de neurônios. E faz isso para concentrar habilidades. Ratos em que esse processo foi suprimido acabam com um monte de neurônios que nada fazem e um cérebro que não funciona. Ao mesmo tempo, os neurônios que restam vão criando mais e mais sinapses, ligações complexas que produzem uma rede e retêm e associam informações.
Por isso é importantíssimo estimular as crianças e adolescentes, já que nessa fase são criadas as conexões que vão processar e armazenar informações. ''Isso vale também para as conexões motoras. Você não vê um virtuose de violino que começou a aprender música aos 20 anos; eles geralmente iniciam os estudos aos 4 anos'', diz Gattaz. (R.B./AE)





