Este aparelho detecta o grau de mau hálito
dos pacientes, de acordo com o odor emanado
pela degradação das bactérias existentes na bocaA halitose, ou mau hálito, é causada pela atividade das bactérias na boca, causando um cheiro fétido. Seguramente, 90% do mau hálito estão relacionados com a boca, surgindo quando há uma quebra de proteínas por uma variedade de microorganismos orais, produzindo gases com odor desagradável. Ocasionalmente, a maioria das pessoas tem mau hálito durante um período do dia ou até por dias seguidos. Regularmente, 1/4 da população padece desse mal. Neste caso, o problema é considerado patológico.
Segundo o periodontista João Carnio, a má higiene bucal é a principal responsável pelo mau hálito. Essa higienização inclui os dentes e a parte posterior da língua, uma região que pode até causar ânsia ao ser higienizada. Em seu consultório, João Carnio utiliza um aparelho que faz a medição do hálito com exatidão, proporcionando um diagnóstico preciso. Esse teste é repetido três vezes seguidas para um resultado mais eficaz. Durante a evolução do tratamento, observa-se a diminuição do odor desagradável.
A gengiva também é outra fonte de mau hálito, principalmente nas pessoas com doença periodontal. Neste caso, há sangramentos frequentes e até amolecimento dos dentes. ‘‘Em pessoas sadias e com gengivas saudáveis, a língua é, provavelmente, a maior fonte de halitose. O odor decorre da parte posterior da língua e se torna mais acentuado à medida que a pessoa começa a falar’’, explica o especialista.
Para diagnosticar esse inconveniente, muita gente usa o método de tampar a boca e o nariz com ambas as mãos e soprar o ar. Mas, segundo o periodontista, esse recurso é ineficaz. Um dos meios de se saber é perguntar a outra pessoa. Outro método seria o de passar o fio dental sem sabor e depois cheirá-lo. Há também o recurso de passar o punho na base da língua (bem na parte posterior) e depois de 5 segundos cheirar. Esses testes devem ser aplicados antes da escovação dos dentes, após a alimentação e sem o uso de perfume nos punhos.

Paulo Wolfgang‘‘Em pessoas com gengivas saudáveis, a língua é a maior fonte de halitose na maioria dos casos ’’, explica o periodontista João CarnioCausa não é estomacal Muita gente acredita que a origem do mau hálito seja estomacal. ‘‘Mas são extremamente raros esses casos’’, garante. Ele prossegue dizendo que o esôfago é um tubo fechado que conecta o estômago à boca e somente em caso de eructação (arroto) ou vômito é que os gases do estômago são emanados pela boca. No resto do tempo, o esôfago fecha a passagem. Portanto, o estômago deve ser o último lugar a ser examinado quando surgir esse problema da halitose. O profissional a ser consultado é o dentista.
De acordo com o periodontista, há uma diferença entre mau hálito e o odor causado por determinados alimentos. No primeiro caso, o cheiro é fétido, em função da decomposição bacteriana. O odor dos alimentos que se impregnam na boca tem curta duração. ‘‘A alimentação não influencia muito no hálito da pessoa’’, afirma.
Crianças e bebês possuem um hálito agradável, mas eles não escapam de sofrer com a halitose. ‘‘Um dos problemas mais comuns está associado à infecção de garganta. Crianças também podem ter mau hálito proveniente de higiene oral inadequada. A limpeza frequente dos dentes e da língua é a forma de prevenção’’, ensina.
O hálito se torna pior pela manhã, mesmo em pessoas sem problemas de halitose. Durante o sono, o fluxo salivar é praticamente zero. A saliva durante o dia, entre outras funções, age como auto-limpeza. Ao acordar, o fluxo salivar se reestabelece, eliminando esse problema.
Alguns fatores podem deixar as pessoas mais propensas à halitose: fluxo salivar deficiente, o uso de medicamentos que tornam a boca seca, o stress, pessoas que respiram pela boca e não pelo nariz, sinusite e a ingestão de leite ou derivados. O ciclo menstrual pode deixar o hálito também um pouco diferente.
‘‘Para não ter problemas com mau hálito visite o dentista regularmente, faça higienização com fio dental e escove a base da língua’’, recomenda João Carnio. O fumo também aumenta o risco de doença gengival e, consequentemente, da halitose. Por muitos anos, pessoas fumavam para mascarar o mau hálito. Sabe-se, no entanto, que o odor do tabaco, misturado a outros odores bucais, pode levar a um cheiro bastante desagradável.
Serviço:
• Quem quiser sanar alguma dúvida a respeito do assunto o E-mail do periodontista João Carnio é: [email protected]

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