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sexta-feira, 22 de novembro de 1996
Jossânia Navolar 
O objetivo é conseguir um dinheiro a mais para as compras e os gastos de fim de ano. Assim, o extra-Natal - como é chamado o trabalho temporário realizado nesta época - sempre foi muito procurado por estudantes e donas-de-casa. Hoje, no entanto, o perfil desse trabalhador está mudando, caracterizando-se, principalmente, por desempregados. O que para as empresas significa mão-de-obra qualificada, pronta para ser reabsorvida no mercado.
De qualquer forma, tanto para o estudante quanto para a dona-de-casa ou para o desempregado, o trabalho temporário pode ser uma ótima experiência. E, algumas vezes, serve como um bom trampolim para um emprego efetivo. Como é o caso de Eliana Márcia Marques, assistente de vendas da Enciclopédia Britânica do Brasil. Ela entrou na empresa como temporária, em março do ano passado, e foi efetivada em julho do mesmo ano.
O estudante João Alves Pereira Neto, 15 anos, vem trabalhando no extra-Natal há dois anos. No ano passado, trabalhei um mês na Canal 27; neste ano estou com contrato de dois meses na Triton. Meu objetivo é arranjar um dinheiro para viajar nas férias, diz. João acredita que o extra-Natal vale a pena, não só pelo dinheirinho como pela experiência. E é com essa experiência que ele espera contar para arranjar um trabalho fixo no ano que vem, quando pretende ser efetivado em alguma empresa.
Paciência Segundo Áurea Sheel, gerente da Triton em Londrina, o free-lancer é um complemento ao quadro de funcionários em épocas onde o fluxo de vendas aumenta muito, como é o caso


