Convite é bom e todo mundo gosta. O problema nos últimos tempos é quando ele chega com traje especificado. Apesar da idéia ser para facilitar a vida dos convidados, há quem sempre faça confusão com os quatro principais tipos de roupas. A culpa é, em boa parte, dos nomes dos trajes exigidos. Impossível fazer uma tradução literal nessas horas.
Traje esporte não significa roupa esportiva. É roupa para ocasiões, segundo a consultora Gloria Kalil, simples e informais. Mas nada de aparecer com legging e tênis, como se tivesse indo (ou vindo) do clube. Apesar de ser o mais informal dos trajes, não dá para esquecer que você foi convidado para algo especial, como almoços, exposições, churrascos, batizados e festas de crianças.
Quando o convite pede traje passeio, mais confusão. Novamente, o nome tem uma aura de informalidade, mas está bem longe disso. Também chamado de tenue de ville ou esporte fino, denominação que a consultora de etiqueta Claudia Matarazzo condena. ''Não existe esporte grosso'', diz. Em todo caso, não vai ser nada fino de sua parte chegar vestindo algo que não esteja à altura de calças mais caprichadas, tailleurs ou terninhos e vestidos. Mas nada de muitos brilhos.
''É hora da festa fina'', avisa Gloria Kalil para convites que peçam passeio completo ou social. Em eventos como jantares, coquetéis, óperas, casamentos e comemorações oficiais, a consultora não titubeia em dizer que o clima é de formalidade total. Dá para brilhar um pouco mais e ousar nos decotes, fendas e transparências. O capricho na maquiagem também deve ser anotado.
As ocasiões que exigem o traje black-tie, tenue de soirée ou rigor estão cada vez mais raras. Até mesmo a clássica gravata borboleta tão característica já está perdendo lugar para inovações, o chamado creative black-tie. Vestidos de baile ou, para entrar no clima recente pós-tapete vermelho, modelos deslumbrantes como se você fosse receber um Oscar.
Agora é só esperar pelos convites. E rezar para que os outros convidados também entendam a dica.

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