Quem não se encanta quando vê um bebê gordinho, cheio de dobrinhas? Além de bonita, a gordura em crianças pequenas é sinal de saúde para a maioria dos pais, que incentivam os filhos a comer de tudo e bastante. Mas essa atitude, aparentemente inofensiva, pode causar problemas sérios para o futuro.
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), um bilhão de pessoas em todo o mundo estão acima do peso. Desse total, 300 milhões estariam obesas. Mas não são só os adultos que fazem parte dessas estatísticas, as crianças já são boa parte do número de pessoas que precisam lutar contra a balança. Dados da Associação de Estudos contra a Obesidade (Abeso) mostram que pelo menos cinco milhões de crianças sofrem de obesidade. A situação é preocupante tanto para os médicos quanto para os pais, que são os maiores responsáveis pelo controle dos hábitos alimentares dos filhos.
Como a criança e o adolescente estão em fase de crescimento, é de extrema importância que haja um equilíbrio de nutrientes na ingestão diária de alimentos. Um percentual aproximado de 50% de carboidratos, 25% a 30% de lipídeos e 20% a 25% de proteínas é o ideal para o dia-a-dia do jovem. ''É importante buscar opções que vão fazer parte da rotina alimentar das crianças, mas que sejam saudáveis, sem gordura e com todos os nutrientes importantes para a saúde'', destaca o coordenador do Centro de Adolescência da Unifesp, Mauro Fisberg.
Baixinhos que necessitam de cuidados especiais em relação à alimentação geralmente são submetidos a dietas. Mas deixar de lado o salgadinho, o biscoito recheado, entre outras guloseimas, é bem difícil para essa geração. Por isso, ao dar o primeiro passo para a reeducação alimentar das crianças é preciso evitar o radicalismo. Produtos naturais como as frutas podem ser associados a alimentos industrializados, que agregam valores nutricionais e bom sabor.
Produtos O consumo de comida magra aumentou nos anos 90 com a invansão de produtos diet e light. Com o crescimento de problemas como a obesidade e o diabetes infantil, essa linha também encontra um novo público: as crianças. As opções nas prateleiras de supermercados e lojas especializadas vão desde chicletes e balas a chocolates, biscoitos e geléias, tudo para facilitar a vida de quem precisa cuidar da alimentação mas não consegue resistir aos doces.
Outro produto industrializado saboroso e saudável é a gelatina. Ela tem em sua composição subprodutos do colágeno, proteína predominante na pele, ossos, cartilagens, tendões e tecido conjuntivo. Não contém gordura, colesterol, nem conservantes. Além disso, possui uma característica muito importante: em função da sua ação no nível gástrico, ela tem um alto poder de saciedade, sendo uma excelente alternativa nas dietas infantis. Também pode ser utilizada de diversas maneiras, como opção de sobremesas saborosas como musses e misturadas com sucos e frutas.
Dados do último Congresso Brasileiro de Nutrição, realizado em setembro deste ano, revelam que a obesidade e o diabetes estão ganhando proporções de epidemia no mundo. De acordo com Mauro Fisberg, a ingestão de produtos com controle de calorias e açúcar pode ajudar os pequenos a perder peso e controlar doenças. ''As crianças, quando têm uma alimentação saudável desde cedo, com certeza se tornarão adultos mais saudáveis e com melhor qualidade de vida. Isso irá contribuir para a diminuição desses números gritantes'', argumenta.

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