Maior marca de desodorante e líder de mercado em mais da metade do mundo, o Rexona escolheu o Brasil para lançar sua nova ação por meio da mensagem ''Faça: Mais''. A campanha, que começa a ser veiculada no Brasil a partir de segunda-feira, foi apresentada para a imprensa no último dia 9, em São Paulo, durante evento que contou com a presença de estrelas da TV e do esporte nacional, entre eles o técnico de vôlei Bernardinho, a jogadora Fofão, o nadador paralímpico Daniel Dias e o ator Thiago Martins - todos com histórias de superação, determinação e muita garra.
Aos 24 anos de idade, Daniel Dias é um recordista mundial. O atleta tem 15 medalhas em Jogos Paralímpicos, 10 ouros, quatro pratas e um bronze. Mineiro de Camanducaia, o nadador nasceu com má formação congênita dos membros superiores e da perna direita, mas isso nunca serviu como empecilho e conformismo para realizar seus desejos.
''Alguém que faz mais é alguém que não se acomoda. Eu sabia que podia chegar lá, mesmo com as limitações. Eu vejo que a força está dentro de cada um de nós. Podemos ir longe quando somos determinados. Não é porque não tenho meus braços e uma perna que não posso realizar meus sonhos. Sou eu que determino onde eu quero e vou chegar. A deficiência está na cabeça das pessoas e não no corpo. É preciso amar o que se faz e transmitir esse amor'', disse o atleta, que ganhou por duas vezes o prêmio Laureus como o melhor atleta paralímpico.

Um leão por dia
Do Rio de Janeiro veio o exemplo de Thiago Martins. Nascido e criado na favela do Vidigal, onde morava até pouco tempo atrás, o ator da Rede Globo, dono de uma simplicidade admirável, ganhou projeção nacional ao interpretar Lampião, no filme Cidade de Deus, e vem acumulando importantes papéis na dramaturgia brasileira. Paralelo a isso, integra projetos sociais no Vidigal e começa a seguir carreira solo como cantor, depois de anos sendo vocal do Trio Ternura.
''Vim de um lugar que não é tão privilegiado e desde pequeno, para chegar onde cheguei, mato um leão todos os dias. Sou um cara determinado e abro mão de muito coisa por ser assim. Aprendi não ser apenas ator, mas também a ser artista, ser cidadão. Vejo que muitas pessoas da favela em que nasci me têm como espelho e para mim isso é uma grande responsabilidade e, ao mesmo tempo, um prazer. Fui um privilegiado e tenho que passar isso para eles'', conta ele.

Aposentadoria
Já eleita a melhor levantora de vôlei pela Seleção Brasileira, Hélia Rogério de Souza Pinto, a Fofão, jogadora do time do Rio de Janeiro, atual campeão da Superliga Feminina de Vôlei, vem, ao longo dos anos como atleta, fazendo diversas renúncias em função do esporte. Aos 43 anos, falou sobre as diárias cobranças que envolvem sua aposentadoria.
''Abri mão de muitas coisas para ser uma jogadora de vôlei. Não foi fácil conquistar tudo que conquistei. Para vencer, é preciso fazer mais, se superar a cada dia. Também aprendi muito com as derrotas. Com elas, vi que poderia ter me dedicado mais, feito mais. Devido a minha idade, as pessoas vivem me perguntando quando vou parar, e eu respondo: parar porque se eu estou bem jogando? Eu sinceramente espero que as pessoas parem de me fazer esta pergunta, porque não vou me aposentar.''

Pé no chão
Ícone do esporte brasileiro e referência mundial no vôlei, Bernardinho carrega consigo a fama de ser explosivo e dono de olhares raivosos quando está conduzindo um time em quadra. Acontece que longe dela, o técnico, que é um colecionador de títulos, é uma pessoa atenciosa, educada e muito afável.
Perseverante, determinado e perfeccionista, ele garante que a fama de ranzinza é culpa da paixão exagerada que tem pelo esporte. Inquieto por natureza, Bernardinho confessa que carrega consigo o senso do inconformismo.
''Só não erra quem não tenta fazer. Só não perde quem não joga. Meu estado de espírito é sempre de preocupado. Desenvolvi uma relação com a derrota que é imutável. Fiz terapia para isso e não adiantou nada. Melhorei 1% (risos). O meu objetivo sempre foi fazer mais, e trabalhar com um time que pensa assim é muito prazeroso. Reconhecimento vem, mas a vida continua. Pé no chão é o que sempre digo para as pessoas'', disse.
- A repórter viajou a convite de Rexona

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