Com cara de criança
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sexta-feira, 11 de outubro de 2013
Elaine Souza<br>Reportagem Local 
Com coleções cheias de detalhes e muito sofisticadas, as marcas voltadas ao público infantil vêm investindo pesado para agradar esses pequenos consumidores. E essa visão tem razão de ser. O segmento infantil já responde por 15% do setor da moda e apresenta um crescimento de 6% ao ano, segundo dados da Associação Brasileira de Indústria Têxtil e de Confecção (ABIT).
"É fato que as crianças estão cada vez mais antenadas com o mundo da moda, influenciam muito na hora da compra e já sabem impor seu estilo. Cabe a mãe orientar o que é mais adequado ao corpo e idade da criança", diz a responsável pela direção de estilo das marcas Pouca Idade e Milk & Co, Renata Alvares.
Se antes a moda para esse público era tida como informal, hoje a história é bem diferente. Segundo a estilista da GBaby, Christine Palma Pereira, como na moda adulta, as coleções infantis seguem tendências.
"O que se faz no adulto tem forte influência no infantil. O que temos que saber é transportar esta tendência de forma que haja uma conexão e não reprodução da moda adulta na criação de uma coleção infantil", comenta.
Renata Alvares explica que o processo criativo desse segmento inicia-se com pesquisas das tendências de consumo e comportamento infantil, através de sites internacionais de informação de moda e arte, através de filmes, desenhos ou seriados que estejam se destacando ou que ainda serão lançados.
"Por meio dessas informações atualizadas definimos o tema da coleção, sua cartela de cores, aviamentos e assim por diante", explica.
Fazer com que os pequenos estejam na moda requer cuidados no processo de criação. Quando o assunto é roupa infantil, Renata diz que é preciso se preocupar primeiramente em produzir roupas fáceis de vestir e gostosas de usar, sem perder a estética e muito menos o lado lúdico infantil. "A roupa tem relação direta com a criança."
Christine Pereira ainda lembra que é preciso ser priorizado o fato de atender o perfil do consumidor, ou seja, modelagens e tecidos que se adaptam ao nosso clima e ao gosto do público, pois, conforme ela, na maioria das vezes serão as mães e não as crianças as consumidoras.
Crianças brincam, por isso, lembra Renata Alvares, é importante vesti-las com roupas que não atrapalhem neste momento tão importante.
"Criança não pode ter preocupação com estar muito arrumada, estragar a roupa, cuidar da saia muito curta ou se machucar por causa de adereços. Aliás, este é um desafio na moda infantil: vestir crianças com bom gosto e de maneira adequada a cada faixa etária, com roupas que priorizem a liberdade de brincar e se movimentar, o conforto e a segurança, sem deixar o estilo de lado", considera.













