1 ''A infecção hospitalar é apenas uma das causas da sepse dois terços dos pacientes são admitidos com a doença e um terço a desenvolvem dentro do hospital estes morrem mais, pois as bactérias são mais resistentes. O conhecimento sobre a doença não aplicado não gera nada, por isso a campanha, que objetiva melhorar os procedimentos e aplicá-los no momento certo. A participação voluntária dos hospitais, com mais de cinco leitos de UTI, não tem custos. A partir da adesão, um representante do ILAS vai até o hospital para treinar a equipe de profissionais e posteriormente supervisionar o trabalho nas UTIs. A meta é reduzir a mortalidade em 25% nos próximos cinco anos''
Eliézer Silva, presidente do ILAS, médico intensivista da UTI do Albert Einstein e da Divisão de Cardiopneumologia do Instituto do Coração da USP


2 ''Sepse é a resposta inflamatória sistêmica devido à infecção. Se esta resposta for mais intensa, ela passa a fazer uma disfunção, cada vez mais complexa, até a falência múltipla dos órgãos, grande responsável pelos óbitos desses pacientes. É uma doença de todas as especialidades e de nenhuma em especial. É incidente (muito comum) mas não é prevalente bem tratada tem cura e não deixa sequelas, diferente da doença vascular. A sepse é sensível ao tempo, e tempo é vida''
Álvaro Rea, médico intensivista, diretor da UTI do Hospital das Clínicas da UFPR e coordenador do POTSS


3 ''Os Estados Unidos têm a melhor medicina do mundo e a sepse nesse país está em 12º no ranking de todas mortalidades; a Aids ocupa o 22º lugar. Fala-se muito em infecção hospitalar, que existe mas não é a causa principal da sepse. Por isso, o termo infecção hospitalar está sendo substituído por IRAS Infecção Relacionada à Assistência à Saúde. Ela pode acontecer quando as barreiras são quebradas depois de cirurgias e na utilização de antibióticos, sondas, cateteres o paciente imunodeprimido digere tudo inclusive as próprias bactérias. Mas lavar as mãos ainda é fundamental para quem entra em contato com doentes''
Rubens da Costa Filho, cardiologista, fundador e coordenador da UTI do Pró-Cardíaco


4 ''Não existe 'eletrocardiograma' para diagnosticar a sepse e não existe um sintoma específico. Tem que pesquisar para reconhecer a doença, o mais rápido possível, a qualquer suspeita de infecção, pois ela avança vertigiosamente. É mais fácil mobilizar o atendimento, difícil é fazer a triagem do portador de sepse na emergência e avaliar o grau de comprometimento. Descobrir a doença ainda na fase inicial ainda é o maior trunfo dos médicos no tratamento da sepse''
Marcelo Scofano Diniz, cardiologista e coordenador de rotinas da UTI do Pró-Cardíaco

mockup