Para muitos, a coleira traz segurança e domínio sobre o animal. Para outros, é algo inaceitável. Na verdade, é difícil imaginar um cão sem o acessório. Tão importante quanto o uso é saber que há guias e coleiras corretas para cada ocasião. Além disso, se usadas de forma incorreta, podem ocasionar lesões graves, tanto no dono quanto no animal.
Segundo adestradora Raquel Yukie Hama, são habituais os relatos de clientes que se queixam de acidentes por não usar os acessórios certos ou de forma adequada. ''O mais comum é a fuga do animal, mas há queimaduras nas mãos e cortes no dono, principalmente por guias com amortecedores. Há também casos mais graves. Uma vez, um cão entrou no elevador e a dona ficou do lado de fora presa ao bicho pela guia retrátil. A sorte é que o material quebrou, pois o animal poderia ter morrido sufocado.'' As guias retráteis podem se transformar em instrumentos perigosos e não devem ser usadas por crianças. Há relatos de cortes profundos e até de dedos decepados.
Enforcadores de metal não são indicados. Para o veterinário Mário Marcondes, há grande número de problemas causados pelo uso incorreto do acessório. ''As coleiras mais comuns e enforcadores podem causar lesões na coluna, por causa dos trancos. O ideal é usar coleiras do tipo peitoral, assim a pressão é melhor distribuída pelo corpo.'' Cães com disposição a problemas na traqueia podem ter seu estado agravado pelo uso de enforcadores de metal. ''A pressão na região pode agravar uma crise de tosse'', explica Marcondes.
Raquel afirma que há enforcadores mais adequados e até fabricados sob medida, feitos de tecido próprio para adestramento e passeios. ''Uma boa dica antes de sair pela primeira vez com a coleira, é deixá-la no cão por alguns dias e treinar o passeio em casa. Assim ele se acostuma.''

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