Com os adolescentes tão ligados à tecnologia, controlar esse uso em sala de aula é um processo bastante delicado. Para Simone Oliani, psicóloga clínica do Instituto de Psicoterapia e Análise do Comportamento (PsicC), é necessário discutir como lidar com a tecnologia e criar um código de conduta sobre o uso dela.

"Essa é a geração do imediatismo. Nós combinávamos ir à uma festa com antecedência, eles combinam a caminho. O celular ajuda a organizar caronas, as tarefas, são aparelhos multifuncionais, mas por outro lado atrapalham a concentração porque sempre chegam mensagens", explica.

"A preocupação da escola não é só com a aprendizagem, mas esses aparelhos podem ser usados para colar, para fazer bullying, filmar discussões e brigas. Isso promove a calúnia virtual, o constrangimento. Tem que se pensar nisso, nessa dependência que muitos jovens já demonstram. Irritação e depressão são alguns dos sinais que eles apresentam quando não estão com o aparelho e os professores precisam lidar com isso em sala de aula", afirma Simone.

Simone lembra que o uso indiscriminado da tecnologia também causa dificuldades de aprendizagem. Nas crianças pequenas, habituadas a manusear aparelhos eletrônicos, há problemas com a coordenação motora. Já os adolescentes relatam dificuldade em fazer redações, devido à linguagem da internet ser mais fragmentada. (E.G)

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