Clientela mirim também é exigente
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quinta-feira, 24 de abril de 2008
Carolina Avansini<br>Reportagem Local 
Eles ainda são pequeninos, mas já fazem questão de atendimento personalizado na hora de cortar os cabelos. Exigentes, as crianças que formam a clientela dos salões especializados no atendimento infantil não abrem mão da diversão enquanto os cabeleireiros trabalham.
Profissionais do Fábio Farias Kids, Leandro Mattos e Dalva Blegniski explicam que cortar cabelos de crianças fica fácil quando a técnica correta é utilizada. ''A abordagem é diferente. Antes de começar a cortar, a gente conversa para ganhar confiança'', diz Dalva. Estrutura para agradar os pequenos clientes não falta: brinquedos, videogames, TVs com DVDs e fantasias são algumas das atrações que o salão oferece.
Os cortes mais adequados variam de acordo com o sexo e a idade. Para os meninos, Leandro conta que o visual mais pedido é o cabelo longo e desfiado. Já as meninas, depois dos 4 ou 5 anos, não abrem mão do cabelo comprido. ''A gente repica para dar uma modernizada'', diz. Antes dessa idade, o tradicional chanel, com toques de modernidade por conta do desfiado, ainda é o corte mais solicitado. ''É mais prático e deixa com cara de criança'', orienta.
Com relação aos cuidados, os dois cabeleireiros ensinam que a lavagem com xampu e condicionador é o procedimento básico para meninos e meninas. No fim do processo, recomendam o uso de creme sem enxágue nas pontas para ''não arrepiar''.
Gel e modelador são cosméticos liberados para os pequenos, desde que não entrem em contato com o couro cabeludo. ''O ideal é optar pelas marcas infantis, fabricadas especialmente para cabelos delicados'', comentam. A hidratação, de acordo com Dalva, é indicada para combater os estragos causados pelo cloro da piscina.
No cabeleireiro, o pequeno Felipe Almeida Boal, de 5 anos, se concentra no videogame enquanto Leandro corta seus cabelos. Luana Costa Canziani da Silveira, 4, preferiu o DVD infantil para se distrair durante a sessão. Vaidosa, ela fica de olho nos movimentos de Dalva, lembrando à cabeleireira que não quer tirar o comprimento. Frequentadora do salão desde o primeiro corte, a menina nunca ofereceu resistência ao trabalho dos profissionais. ''Ela adora vir aqui, às vezes eu a trago só para brincar'', conta a mãe da menina, Sharmila Sandia Costa, que não abre mão da comodidade oferecida pelos salões especializados no atendimento de crianças.


