Cistite afeta 30% das costureiras
Além da dor na coluna, as trabalhadoras da indústria do vestuário, principalmente as costureiras, sofrem com bastante freqüência de cistite. Trata-se de uma infecção urinária, que atinge a bexiga e a uretra. O problema, no caso dessas funcionárias, está no fato de permanecerem muito tempo sentadas, de não beberem a quantidade ideal de água e de urinarem poucas vezes ao dia.
Segundo o Sindicato das Costureiras de São Paulo e Osasco, de cada dez mulheres atendidas no ambulatório da entidade, pelo menos três têm a doença. Isso acontece porque muitas indústrias controlam o número de vezes que a funcionária vai ao banheiro. Algumas empresas chegam a proibir a saída da mulher da máquina, conta Eunice Cabral, presidente do sindicato.
O urologista José Alaor de Figueiredo, do Hospital e Maternidade São Luiz, explica que manter a bexiga cheia por muito tempo diminuiu a circulação sangüínea no órgão. O líquido comprime as paredes da bexiga. Com a tensão, o sangue não flui direito e a bexiga perde componentes sanguíneos que garantem proteção contra as bactérias, afirma o médico.
A cistite causa dor ao urinar, principalmente no final, e vontade de urinar muitas vezes ao dia. A prevenção é muito simples. Basta beber de seis a dez copos de água por dia e ir no banheiro sempre que tiver vontade. As indústrias do vestuário deveriam ter consciência disso, conclui Figueiredo. O tratamento da doença é feito por meio de antibiótico.





