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Já está nas lojas a minissérie 'JK', escrita por Maria Adelaide Amaral e Alcides Nogueira, com direção geral de Dennis Carvalho. Especialmente editado para DVD em cinco discos, com 18 horas e 35 minutos de duração, o lançamento traz um material extra de 40 minutos que inclui entrevistas, cenas inéditas e os bastidores da série do momento de sua criação às gravações.
Exibida de janeiro a março pela TV Globo, narra a trajetória vitoriosa de Juscelino Kubitschek, um homem de origem pobre e que, movido por uma forte determinação, capacidade e carisma, chegou à presidência da República. ''Juscelino foi um somatório muito grande dessa alegria e boemia do pai e dessa austeridade e seriedade da mãe. Eu acho que ele conseguiu reunir as duas coisas'', acredita Alcides Nogueira.
''Tinha na minha cabeça que JK era uma pessoa extremamente simpática, comunicativa, sentimental, sedutora, atraente. Eu fui juntando todos esses qualificativos e tentei dar a ele uma forma'', completa José Wilker, um dos intérpretes do ex-presidente.
A história destaca a infância pobre em Diamantina; a adolescência, a faculdade e o ingresso na vida política; a vida de governador de Minas Gerais e de presidente da República; o período de exílio e o acidente que o levou à morte. ''Nós tivemos três fases de JK. Ele criança, que era um menino pobre, que não tinha um sapato para calçar e que tinha o sonho de ser médico. Quando entrou o Wagner Moura, para fazer o JK jovem, a gente tentou misturar um pouquinho do lado político, mas ainda mantendo o sonho de ser médico, a paixão pela Sarah, que era muito grande'', lembra Maria Adelaide.
E, como pano de fundo, quase um século da história brasileira: a República Velha, o Estado Novo, a 2 Guerra Mundial e a paz dos anos dourados - os anos JK, quando o país viveu sua era mais democrática, otimista e feliz. A trajetória de JK é entrelaçada por outras histórias reais e romanceadas de pessoas com quem ele conviveu, e outras cuja vida transformou. ''Os personagens da ficção eram nosso respiro, era onde nós realmente deitávamos e rolávamos no sentido de poder dizer tudo através deles. Quando você trata de pessoas da vida real, você tem limitações. Eu vou citar dois personagens: Carlos Lacerda e José Maria Alckmin. Não existe uma única palavra na boca do personagem Carlos Lacerda que ele não tivesse dito ou que ele não tenha escrito'', revela Maria Adelaide.
Os intérpretes de Juscelino também tiveram que recorrer ao material de pesquisa para viver o personagem. ''Procurei fazer os discursos exatamente como ele fazia. Então, assisti aos discursos dele e tentava fazer igual, ensaiando, ensaiando, ensaiando'', conta Wagner Moura. Além dos movimentos do ex-presidente, José Wilker tentou refletir sua postura ideológica: ''A gente repetiu alguns gestos emblemáticos de JK: um aceno de mão, uma postura, um jeito de andar. Mas isso para mim era absolutamente circunstancial, não era o essencial. Estava menos preocupado com a postura física do que com a postura mental'', acrescenta.
Para as duas atrizes que interpretam a esposa de JK, essa história de amor envolveu resignação e sofrimento. ''Ela era muito apaixonada por ele. Eu acho que isso deu força para que ela ficasse do lado daquele homem até o fim'', acredita Debora Falabella. Para Marília Pêra, o sentimento acabou se transformando com o passar dos anos: ''Eu tenho a impressão de que o Juscelino e a D. Sarah jovens tinham um caso de amor; e o Juscelino e a D. Sarah mais maduros eram grandes amigos, grandes aliados, grandes parceiros''.
Para levar essa história à tela, foi preciso vencer alguns desafios e trabalhar com todos os recursos tecnológicos disponíveis. ''JK foi um político. Desde o início da carreira política até virar presidente, ele fez muitos comícios, muitas carreatas, fez eventos que tinham um mínimo de 700 figurantes. E a gente gravava com 200 e transformava em 1.000. Isso seria totalmente impossível se a gente não tivesse usado o recurso da computação'', conta a co-diretora Amora Mautner. Lançamento Globo Marcas Som Livre DVD Lançamento.





