Engana-se quem imagina que os exercícios localizados são os mais indicados para perder medidas. ''Eles servem para tonificar e vascularizar a região, dificultando o acúmulo de gordura, e precisam ser associados a exercícios aeróbicos'', esclarece o professor de ginástica Marinho Macedo. Segundo ele, os esforços não trarão os resultados esperados se não forem complementados com dieta. ''Pequenas substituições já fazem a diferença. É só trocar a manteiga pela margarina light, o pão francês pelo integral, usar óleo insaturado e incluir mais fibras na alimentação'', aconselha.
Marinho avisa ainda que cigarro e cintura fina não combinam de jeito nenhum. ''Pesquisas americanas provaram que quem fuma tem maior tendência a acumular gordura no local''. De acordo com ele, roupas que comprimem a cintura podem ajudar a perder medidas, pois fazem com que os músculos da região fiquem contraídos, impedindo que a gordura se deposite ali, exatamente o que acontecia com os tais espartilhos.
Além dos exercícios de solo, como abdominais para os músculos oblíquos e giro de tronco com bastão, o professor recomenda a dança, sobretudo o samba, como forma de esculpir a cintura. ''Mas antes de fazer qualquer tipo de exercício, deve-se consultar um médico para checar se não há problemas de coluna. Escoliose e artrose requerem cuidados especiais na hora da atividade física'', adverte Marinho.
Lipoaspiração Se mesmo com todos os cuidados descritos a tal cinturinha de pilão ainda é uma realidade distante, a cirurgia plástica pode ser o caminho. De acordo com a cirurgiã plástica Dolores Mamprim, existem dois tipos de procedimentos, dependendo do perfil da paciente. ''Para as mulheres jovens, com ou sem filhos, que mantêm uma atividade física regular e, consequentemente, os músculos do abdome estão tonificados, a indicadção para melhorar a cintura é a lipoaspiração. Para as que já tiveram filhos e levam uma vida sedentária, a lipo é apenas um complemento. Neste caso, o ideal é a cirurgia plástica do abdome, chamada de abdominoplastia'', afirma Dolores.
Segundo ela, a lipo é realizada na área do abdome e da região lombar, onde há acúmulo de gordura localizada. ''Fazer uma concavidade nessa região realça o bumbum e define melhor a cintura'', diz. O resultado aparece após três a quatro meses. Já na abdominoplastia, o tempo é maior: de seis a oito meses. ''Mas, com a drenagem linfática, o inchaço começa a diminuir e o aspecto vai melhorando mais rapidamente''.
Cirurgia plástica, entretanto, não faz milagres. Para manter as medidas conquistadas com o bisturi, malhação e dieta não podem ser descartadas. Dolores esclarece que a lipo vai diminuir a quantidade de células gordurosas, e como o adulto perde a capacidade de divisão dessas células, elas não vão mais aumentar em número, mas podem aumentar de tamanho. ''Se a pessoa engordar mais de cinco quilos, vai haver ativação dos receptores de gordura que estão nas áreas aspiradas'', explica. A consequência é certa: ganho de medidas.
Dolores avisa que a lipoaspiração não é indicada para jovens com menos de 16 anos. ''Como o organismo do adolescente ainda faz a divisão das células de gordura, o resultado da cirurgia vai acabar se perdendo'', adverte.

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