Acolher a família e trazer segurança a pais e filhos é a proposta da Escola O Peixinho. Lílian Cavalari Bernini, coordenadora pedagógica da educação infantil, explica que quase sempre a angústia do primeiro dia de aula é mais dos pais do que dos filhos, mas que com eles tranquilos a criança se sente mais segura e a adaptação é melhor.
O atendimento é personalizado e cada família pode escolher acompanhar ou não a criança durante alguns dias na sala de aula. Alguns preferem ficar por perto, mas não em sala. Para os pais que não podem acompanhar os filhos devido aos compromissos profissionais, a escola permite a presença de uma pessoa de confiança, como um avô, tio ou a babá.
"Damos liberdade aos pais que querem ficar com seus filhos. Inclusive no primeiro dia eles são convidados a permanecer com as crianças na sala de aula.
Para os pequenos é um ambiente desconhecido, por mais que a família tenha vindo conhecer a escola antes, é pouco tempo. Para os menores, também começamos as aulas antes, com um tempo de aula menor e que vai aumentando gradativamente. Os professores que ainda não iniciaram suas aulas ajudam aqueles responsáveis pelas crianças menores, podendo atendê-las de forma mais individual", explica.
A única regra é que, ao ir embora, os pais não podem sair "escondidos", devendo se despedir do filho. "Imagine você, um adulto,- procurando alguém e não achar, a angústia que isso causa. Com a criança isso é pior ainda, por isso pedimos que os pais expliquem que estão indo mas que irão voltar mais tarde para buscá-la", diz.
Lílian também conta que nem sempre o choro é por sentir falta dos pais. As crianças menores podem sentir sono ou fome antes do horário do intervalo, por isso há salas específicas onde os professores podem levar esses alunos para descansar ou se alimentar. Segundo ela, cada criança se comporta de uma maneira, mas em geral a adaptação leva de 10 a 15 dias. (E.G.)

Imagem ilustrativa da imagem Choro pode ser sono ou fome
"Visitei várias escolas até escolher uma. Depois, minha dificuldade foi deixá-lo lá", conta a chef Fernanda Stoffel, mãe de Victor
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