A assessora do núcleo psicopedagógico do Colégio Marista, Márcia Guimarães, observa que todo ano o valor da lista de material escolar provoca uma intensa reclamação dos pais. A escola tem cerca de 2.400 alunos. Márcia alega que faz parte da proposta pedagógica adotar uma série de livros de leitura, os chamados paradidáticos, o que acaba onerando ainda mais o valor do material. Em média, os alunos lêem um livro por mês. Em agosto, quando acontece a Feira do Livro, estudantes recebem uma nova relação de paradidáticos.
Para dar um fôlego aos pais, a escola tem procurado meios de racionalizar o material, entre eles, a utilização de um mesmo paradidático em várias disciplinas; adoção de livros didáticos de volume único para as séries do 1º e 2º colegial e o enxugamento do material de educação artística. Segundo Márcia, todos os paradidáticos solicitados integram o acervo da biblioteca da escola. ‘‘Uma alternativa seria o acompanhamento pelos pais do período em que os livros são pedidos e, assim, fazer o empréstimo’’, afirma.
Comodidade A Escola Alfa de Educação Infantil adota um sistema que livra os pais da lista de materiais. O valor do material está incorporado à mensalidade. Todo o material dos cerca de 180 alunos, entre livros, cadernos, canetas, lápis, pastas e papelaria, é adquirido por atacado em São Paulo. A diretora Solange Fávaro diz que esta regra da escola é bem aceita pelos pais. ‘‘Além de cômodo para as famílias, a padronização dos produtos evita, também, o exibicionismo’’, observa.
Segundo Solange, a aquisição pela escola dos mais diversos materiais permite que professores abusem da criatividade, visando aulas dinâmicas e estimulantes para os pequenos aprendizes. Um exemplo é o planejamento deste ano para alunos do pré-primário que prevê o estudo do animal ovíparo. Alunos terão a oportunidade de comparar ovos de pato, ganso e codorna. Duas codornas também vão dividir a sala de aula com as crianças. ‘‘O trabalho fica mais rico e motivador’’, diz ela. (V.A.P)

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