Pano popular e dos mais coloridos, a chita, que pelo Brasil afora estampa roupas, bolsas e até paredes, está ganhando outro status. Foi estrela de exposição na São Paulo Fashion Week, com participação dos principais estilistas do País, no final de janeiro. Também é assunto principal no livro Que Chita Bacana, de Renata Mellão e Renato Imbroisi (idealização), Maria Emilia Kubrusly (texto) e Lena Trindade (ensaio fotográfico), lançado este ano (Editora A Casa. 240 páginas. Preço médio R$ 130).
  Descoberto pelo português Vasco da Gama em sua passagem pela Índia em 1498, o tecido floral foi levado para a Europa e desembarcou no Brasil, onde recebeu doses mais fortes de tinta e traços tão característicos que hoje é algo genuinamente brasileiro. Na Inglaterra, o tecidos indianos também algumas tiveram transformações que originaram o Chintz, muito usado na decoração. Por aqui, há derivações como a chitinha (flores miúdas), chita (médias) e o chitão (grandes), que na verdade é o que mais têm chamado a atenção de estilistas e designers.
  Às vésperas da primavera, as flores da chita aparecem também na nova coleção da Tok & Stok, que alia as cores do tecido ao artesanato brasileiro. São chinelos, bolsas e objetos de decoração.

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