Cheiros do bem
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 26 de novembro de 2004
Agência Estado 
Em lojas esotéricas, de decoração ou perfumaria, é possível encontrar velas perfumadas, difusores de aroma, pot-pourri de flores e folhas desidratadas, sachês, sprays aromáticos e uma infinidade de produtos que trazem o poder de cura dos aromas da natureza o que é enfatizado em seus rótulos. Mas, cuidado: aromaterapia não é perfumaria.
O alerta vem da consultora de aromaterapia ambiental Sandra Siciliano: ''Se a intenção é deixar a casa perfumada, basta escolher um produto de cheiro suave, não alérgico e agradável a toda a família. Agora, se a busca é pela terapia, desconfie do que se apresenta como essência de plantas.'' Sandra explica que a cura por meio dos aromas (aromaterapia) só é possível com o uso de óleos essenciais de origem botânica 100% puros, que mantêm sua composição química tal e qual a natureza produziu.
Nas plantas, o óleo essencial é o responsável pelas funções biológicas, como a proteção contra pragas e a polinização, e, principalmente, pelo aroma característico de cada uma. No uso terapêutico em seres humanos, ele ajuda a prevenir e a tratar os desequilíbrios energéticos que possam afetar o plano físico, emocional e vibracional. Terapia complementar, não reconhecida cientificamente, a aromaterapia conta com inúmeros adeptos. Estes defendem que os óleos essenciais carregam em suas moléculas as vibrações energéticas da planta que o originou e, justamente aí, se encontraria o seu poder curador.
Como exemplos do poder de cada aroma, Sandra cita a tranquilidade que pode ser despertada com o uso da lavanda, a calma e a alegria com a laranja, e o aumento da disposição física, da autoconfiança e até da libido com a ylang ylang (um tipo de planta original da Malásia e Indonésia).
Cheirinho bom Na escolha do aroma certo para a casa, a opção deve ser feita de acordo com o que se deseja despertar no ambiente.
Algumas sugestões são a tangerina para o quarto das crianças, porque desperta alegria; o eucalipto para escritórios e salas de leitura, pelo poder de concentração; a baunilha para o quarto dos adolescentes, porque age sobre os medos, inseguranças e frustrações; e as rosas para aumentar o romantismo no quarto do casal.
Contra-indicações No entanto, o excesso e o uso aleatório dos aromas pode ser prejudicial. ''Algumas pessoas podem apresentar reações alérgicas aos óleos e o uso exagerado faz com que a terapia perca seu efeito'', afirma Sandra. Já as queixas de dor de cabeça, explica a aromaterapeuta, costumam ser ocasionadas não pelos óleos essenciais, mas pelas essências sintéticas e adulteradas.
Além disso, crianças até 2 anos, hipertensos, epiléticos e grávidas não devem fazer uso da aromaterapia. Para as grávidas, principalmente, o alecrim é maléfico, por estimular as contrações uterinas, podendo, inclusive, provocar o aborto.
Preferencialmente, os óleos devem ser utilizados com o acompanhamento de um profissional até por se tratar de uma terapia, com dosagem e períodos determinados de aplicação. O único óleo que a aromaterapeuta indica sem receios é o de lavanda: ''Não tem contra-indicação. Mas três gotas por dia são suficientes'', recomenda, explicando que, ao fazer uso de difusores de aroma, que aceleram a evaporação, estes não devem permanecer acesos por mais de meia hora. (Colaborou Karla Matida/Reportagem Local)
Serviço:
Floressência Fone: (43) 3338-6398
Zonna do Aroma Fone: (43) 3324-7167
Sandra Siciliano E-mail: [email protected]
Quem não tem banheira em casa, não precisa ficar sem um banho perfumado de ervas ou sal. O saquinho de tecido é para ser acoplado ao chuveiro. O preço da versão com ervas é de R$ 12 na Zonna do Aroma, onde os clientes também aprendem a fazer o sal com óleo essencial.
Difusor de aroma com muito charme, o réchaud ainda ilumina o ambiente através das miçangas coloridas. É só acender a vela interna e pingar algumas gotas de essência no pratinho de porcelana. O preço é de R$ 48 na Floressência.


