Charme, beleza e proteção
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sexta-feira, 10 de janeiro de 2014
Michelle Aligleri<br>Reportagem local 
Que o sol em excesso é inimigo da saúde todo mundo sabe. A necessidade do uso diário do protetor solar também é proclamada aos quatro ventos por dermatologistas. No entanto, o que nem todo mundo sabe é que a proteção da pele não depende exclusivamente do uso de cremes e produtos com protetor solar. Atualmente a indústria da moda também dá uma forcinha para isso, e o melhor de tudo é que a união entre estilistas e cientistas resultou em produtos confortáveis e confiáveis.
As roupas que protegem a pele contra os raios ultravioleta são produzidas com fios que possuem dióxido de titânio e garantem proteção de cerca de 98% e Fator de Proteção Ultravioleta (FPU) acima de 50. Estas roupas são indicadas pelos dermatologistas para pessoas que precisam se expor ao sol nos horários mais quentes (das 10 horas às 16 horas), para quem está em tratamento contra o câncer de pele, apresentam alguma doença de pele, queimaduras ou outras situações.
A farmacêutica Ana Gabriela Faria é proprietária de uma loja especializada neste tipo de roupa. Ela trabalha com a linha há sete anos e explica que os principais clientes são mulheres com mais de 35 anos. "Acho que elas estão mais preocupadas com a questão do cuidado com a pele e acabam comprando este tipo de roupa para a família toda", salienta. As peças também atendem ciclistas, corredores, motociclistas, pescadores e as coleções ainda contam com chapéus, bonés, viseiras e até mesmo sombrinhas que, segundo Ana Gabriela, são bastante procuradas por mulheres de origem oriental.
Para adquirir um produto com qualidade é importante observar se a roupa possui o selo de certificação da Arpansa, um órgão australiano que regulamenta a proteção solar em tecido. "Temos fábricas brasileiras que costuram as peças, mas os tecidos são regulamentados na Austrália e eles não perdem a proteção após a lavagem", explica a empresária. Conforme ela, esta tecnologia surgiu naquele país, por conta dos altos índices de câncer de pele registrados lá. Por conta da aceitação do produto no Brasil, o mercado está em crescimento, os preços estão se popularizando e os modelos possuem mais variações.
O médico dermatologista Rubens Pontello Junior explica que as roupas que proporcionam a proteção contra os raios ultravioleta são aliadas na proteção contra o sol para muitas pessoas. "Há pessoas que possuem alergia ao protetor solar, outras praticam esportes, transpiram muito e acabam perdendo a garantia de proteção e ainda há os casos de bebês com menos de seis meses que não podem usar o protetor químico", explica o médico. Conforme ele, estes tecidos também são recomendados para as pessoas que possuem alguma doença que é agravada pela exposição ao sol como vitiligo, câncer de pele, lúpus e outras.
Apesar de possibilitar uma proteção efetiva, o médico salienta que a roupa não é um escudo e que ainda que a pessoa esteja usando o tecido ela deve evitar os horários de pico do sol e usar o protetor habitual nas áreas do corpo que ficarem expostas. "A roupa que protege contra o sol deve ser vista como um complemento", alerta Pontello Junior.
Agradecimentos: Qualité e Rhio Casual e Fitness


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