Castração: injeção pode substituir cirurgia
Um método de castração para cães machos, lançado pelo Centro de Planejamento de Natalidade Animal (CPNA), parece ser a solução para resolver uma batalha antiga travada pelas prefeituras e ONGs protetoras de animais: a matança nos Centros de Controle de Zoonoses (CCZs) para conter a superpopulação de cães abandonados. Uma injeção à base de derivado de zinco, chamada Infertile (www.infertile.com.br), aplicada nos dois testículos do cão, faz com que haja a destruição das células que produzem os espermatozoides, tornando-o infértil.
O produto para a esterilização química passou por seis anos de estudos e tem grandes vantagens em relação à intervenção cirúrgica, a orquiectomia - procedimento mais comum na castração, que consiste na retirada dos testículos da bolsa escrotal do animal.
Além de ser a castração mais rápida realizada (dez vezes a mais do que a retirada dos testículos), a aplicação do produto não necessita de preparos pré ou pós-operatórios, como jejum, esterilização do ambiente, utilização de anestesias, analgésicos ou tranquilizantes. O seu custo nas clínicas veterinárias também deverá ser bem menor, cerca de 20% do valor de uma castração convencional. Para as ONGs o preço deve ser ainda mais baixo,
Diferentemente do que possa parecer, a aplicação não é dolorosa. Não temos observado dores intensas. O que pode ocorrer é uma pequena reação de desconforto e inchaço, depois de uma hora da aplicação, perfeitamente controlado e que desaparece normalmente. Em uma intervenção cirúrgica, os cuidados e dores são maiores, explica o médico veterinário Francisco Soto, que conduziu as pesquisas do Infertile.
Segundo o veterinário, testes feitos com grupos de cães comprovam que Infertile apresenta 99,6% de eficácia com a aplicação de duas doses, além de diminuir em 50% a libido do animal. F.B/AE).





