Há oito anos, a professora Elisangela Cavalcante de Oliveira, descobriu que ser mãe é amar incondicionalmente. "Meus filhos me ensinaram que o amor não se divide, se multiplica", diz ela. Mãe de Gabriel, de 10 anos, de Alisson, 8, e de Amanda, 5, Elisangela comemora poder ter a casa cheia e a família completa graças à adoção. "Hoje me sinto realizada. A gravidez não me fez falta nenhuma. É como se meus filhos estivessem comigo desde que nasceram, eles me completam."

Elisangela conta que os dois filhos mais velhos chegaram à família quando tinham 3 e 1 ano. "Naquela época a fila não era unificada então entramos em vários municípios. Ficamos sabendo que havia dois irmãos em Antonina e no dia seguinte já fomos para lá." No mesmo dia, ela e o marido Henrique dos Santos Rosa conheceram Gabriel e Alisson e desde então os dois entraram para o coração da família. "Desde o dia em que os conhecemos até eles chegarem em casa foram três meses de muita ansiedade. Nesse período fizemos duas visitas a eles e foi muito angustiantes voltarmos para casa e deixá-los lá."

A experiência com os meninos deu tão certo, que a família decidiu voltar para as filas, desta vez na tentativa de adotar uma menina. "Quando soube que havia uma menina para adoção em Congonhinhas meu coração gelou. Liguei na hora para o meu marido e já avisamos que tínhamos interesse em adotá-la." Para a professora, não há prazer maior do que chegar em casa e receber abraços apertados e palavras carinhosas dos filhos. "É ouvir um 'eu te amo mamãe' para esquecer todos os problemas e preocupações. Hoje percebo que mudei por eles e para eles e me tornei uma pessoa melhor por causa dos meus filhos." (B.Q.)

Imagem ilustrativa da imagem Casa cheia, família feliz
| Foto: Foto: Ricardo Chicarelli
"A gravidez não me fez falta nenhuma", diz Elisangela de Oliveira ao lado do marido, Henrique Rosa, e dos filhos Gabriel, de 10 anos, Alisson, de 8, e Amanda, de 5
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