Cara a cara com o desemprego
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 04 de março de 1999
Rosângela Vale 
Alta do dólar, inflação, recessão... desemprego. No vocabulário da crise econômica, essa palavra, em especial, incomoda e assusta. Ninguém fica indiferente ao que ela representa. Nem mesmo os que ainda não enfrentaram filas quilométricas por uma vaga, nem passaram horas lendo classificados em busca de uma recolocação no mercado. Todos, de uma forma ou de outra, vão viver o problema. Se não for diretamente, será indiretamente, com os filhos ingressando no mercado de trabalho, prevê a psicóloga e especialista em psicologia do trabalho, Rosely Jung Pisicchio, que escolheu o desemprego como tema de sua futura tese de mestrado.
Citando os últimos dados do IBGE, ela informa que o índice atual de desemprego no Brasil é de 7,6%, número que denuncia a incapacidade do País de absorver toda a mão-de-obra disponível. Estatísticas, entretanto, não revelam a amplitude do problema. O desemprego afeta a saúde mental, e as consequências psicológicas se agravam quando o indivíduo fica muito tempo em uma empresa, pois sua identidade acaba ligada àquilo que ele produz e às pessoas com as quais se relaciona, explica Rosely.


