Já diz o ditado que quem canta seus males espanta. Mais do que isso, o canto é um excelente auxiliar para melhorar a expressão, o autoconhecimento, a respiração, a articulação e a postura corporal. Cantar faz parte da natureza humana e traz benefícios para o corpo e para a alma. Mas será que todo mundo tem a capacidade de cantar bem?
  Segundo a professora de canto de Londrina, Walkyria Ferraz, sim. Aprendendo as técnicas de uso e impostação da voz e tendo paciência, todos podem soltar a voz e agradar. ‘‘Já tive uma aluna que era muito ruim quando começou a fazer aula e chegou a ser a voz mais importante do coral do Colégio Canadᒒ, comenta. Ela diz que muitas pessoas pensam que são desafinadas e, na verdade, não são. ‘‘O desafinado só não sabe como usar a voz corretamente’’, afirma. Alguns hábitos ruins podem comprometer a qualidade da voz. Walkyria diz que o fumo, o álcool, o choque térmico na garganta e ambientes com ar-condicionado são inimigos dos que querem cantar.
  A professora afirma que a voz é um instrumento como outro qualquer: precisa ser sempre cuidada e afinada. Para isso, é fundamental a prática de exercícios regulares e o respeito aos limites de cada um. ‘‘O excesso de uso ou o mau uso da voz podem trazer problemas sérios para as cordas vocais’’, alerta. Ela explica que a voz de cada indivíduo possui sua escala musical e tentar rompê-la é um erro comum entre cantores desavisados. As mulheres podem ser soprano (voz aguda), meio soprano (voz média) e contralto (voz grave), enquanto que a escala para homens leva os nomes de tenor (voz aguda), barítono (voz média) e baixo (voz grave). ‘‘Conhecer e respeitar os limites da voz é fundamental para a qualidade do canto’’, afirma.
  Outro erro comum dos cantores principiantes, de acordo com a professora de canto e terapeuta floral londrinense Mary Valin Lopes, é determinar padrões de voz ideais e tentar imitá-los. ‘‘Para cantar, a pessoa precisa buscar em si o repertório que lhe agrada e usar sua voz natural para fazê-lo’’, aconselha. Ela diz que, muitas vezes, o medo do julgamento dos outros acaba inibindo a pesssoa e até fazendo com que ela cante o que não é do seu gosto. Para Mary, o canto agrada aos ouvintes quando é feito de forma autêntica. ‘‘Sabe aquele cantor que você ouve e te arrepia? Pois é. Com certeza, isso ocorre porque ele está sendo verdadeiro’’, comenta.
  Mary está ministrando um curso de canto associado à consciência energética no Instituto de Pesquisa em Bioenergética (Ipesb) de Londrina, onde os alunos irão aprender não só a trabalhar a voz, mas também a conhecer o próprio corpo e a energia corporal, grande auxiliar na atividade de cantar. ‘‘O canto é uma forma de expressão divina. A música não fica só no plano físico, é preciso aprender a utilizar a energia da aura para expressar o verdadeiro sentimento da música’’, completa. Durante o curso, o aluno aprende técnicas de automassagem e utilização de essências florais, que, segundo Mary, contribuem para a percepção corporal, para a expressão sincera do ser e da alma e para o resgate da musicalidade existente em todas as pessoas.
  A terapeuta corporal e coordenadora do Ipesb, Adriana Aparecida Vitorino, já teve aulas convencionais de canto e agora está fazendo o curso que trabalha a consciência energética. Para ela, os dois modelos têm valor e compará-los seria impossível. ‘‘O importante é sempre aprender e somar conhecimento’’, explica. Adriana estava sem cantar desde 1995, depois de passar por uma experiência ruim durante uma apresentação, e diz que o canto faz parte de sua vida. ‘‘Resolvi voltar a cantar porque não sei ficar sem isso. Cantar aflora o que há de melhor em mim. É uma terapia’’, comenta.
  O curso de expressão vocal da professora Mary Valin Lopes começou na última quarta-feira e segue até o dia 3 de dezembro, todas as quartas-feiras, de 19h30 até 21h30. n

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