Guarde bem essa data: 15 a 21 de outubro, período em que a Sociedade Brasileira de Mastologia desenvolve, em todo o Brasil, a campanha Câncer de Mama, Fique de Olho, na 2ª Semana Nacional de Incentivo à Saúde Mamária.
A cantora Daniela Mercury, a exemplo do que fez Regina Duarte no ano passado, é quem representa a campanha de 2001, cedendo sua imagem para a divulgação de outdoors, anúncios, banners, cartazes e folhetos do evento.
Todas as atividades promovidas durante esse período visam única e exclusivamente a divulgação da necessidade das mulheres fazerem o auto-exame. Nenhum dinheiro é arrecadado, apenas busca-se alertar para uma melhor consciência do problema.
O panorama do câncer de mama é grave, principalmente no Brasil, onde verifica-se que a doença atinge uma em cada 20 mulheres e, o que é pior ainda: três entre quatro casos são diagnosticados tardiamente, quando o problema já está numa fase muito avançada, o índice de cura é baixo e a mutilação é quase sempre necessária.
Para tentar reverter esse quadro, que acontece por inúmeros fatores, a Sociedade Brasileira de Mastologia criou no ano passado, a campanha que tem por finalidade realizar uma atividade educativa junto à população, com o objetivo de divulgar o auto-exame.
Por ser um procedimento simples, indolor e caseiro, o auto-exame tem grandes méritos, tanto na detecção real e precoce do problema como em levar a mulher a se observar e consultar um médico especializado.
A coordenação nacional da campanha é feita pelos médicos Alfredo Barros e Maria Elisabeth Mesquita. Falta de informação, falta de acesso ao atendimento médico - ou quando este é feito não é feita a mamografia - medo e até vergonha são apontados por eles como fatores que levam a estatísticas tão assustadoras.
''Esses são os principais motivos que nos levam a um índice tão vergonhoso em termos de saúde pública'', afirma a médica Elizabeth Mesquita. ''As próprias mulheres, maiores interessadas, não têm acesso à informação de que as perspectivas de cura para o câncer de mama aumentaram muito, mas, para isso, é preciso que se faça um diagnóstico precoce'', acrescenta ela.
Nas mulheres que têm direito a convênio sáude - e esse número representa 30% da população brasileira - não se pode alegar falta de acesso. E justamente essas mulheres são as que sofrem maior risco devido a inúmeros fatores: são urbanas, com baixa paridade, têm em geral o primeiro parto tardio e sofrem de sedentarismo.
A Sociedade Brasileira de Mastologia conta com o apoio de todas as suas regionais. São 23 espalhadas em cada estado brasileiro - no Paraná, a regional funciona na Rua Estevão Baião, 200/sala 1.601, fone (41) 322-0899. É grande também a participação da iniciativa privada. Empresas como Merryl Linch, Unip/Colégio Objetivo, Grupo Pão de Açúcar, Rede Globo, ST Publicidade, Banco Itaú, Astra Zeneca Laboratórios e Rotary Club, entre outras, já contribuem para a campanha.

mockup