Um dos principais responsáveis pelo câncer de colo de útero e até pelo câncer de pênis é o Vírus Papiloma Humano (HPV). Detectado na mulher através do exame Papanicolau, não existe tratamento contra o vírus, mas é possível evitar o pior. Porém, as pesquisas avançam e o que se espera é que daqui a alguns anos possa surgir algum tipo de vacina contra esse vírus.
Segundo o médico ginecologista e obstetra Osmar Henriques, existem 60 tipos de HPV. Os tipos 1, 3 e 5 provocam verrugas em crianças (pés e mãos), os tipos 6 e 11 provocam verrugas venéreas. ‘‘Porém, os que preocupam mesmo são os tipos 16 e 18, causadores do câncer. O principal problema desses vírus é que os portadores não apresentam sintomas, e o indivíduo contaminado pode ficar até 20 anos sem apresentar qualquer manifestação, o que facilita o contágio. Só em 1% dos casos podem aparecer verrugas na região genital’’, explica.
O médico alerta que o número de incidência é grande. De cada 5 pessoas, uma é portadora. Esses altos números têm a ver com a falta de informação por parte das pessoas e da displicência delas quanto à prevenção. ‘‘Como o contágio é sexual e a camisinha não é 100% eficaz neste caso, para evitar o HPV é necessário fugir de trocas constantes de parceiros. E o ideal mesmo é tentarmanter apenas um parceiro sexual’’, enfatiza o médico.
Além disso, é importante a realização do exame Papanicolau, anualmente, a partir do momento em que a mulher inicia sua vida sexual. No caso de pessoas contaminadas, o exame deve ser feito de seis em seis meses. Segundo Henriques, o tratamento de HPV exige a retirada cirúrgica ou mesmo queima da verruga causada pelo vírus, o que não significa a cura da doença. O vírus permanece. Os exames periódicos são fundamentais para verificar uma possível reativação do vírus que o indivíduo tem nas células. ‘‘Embora não existam tratamentos convencionais para o vírus, ele pode desaparecer em cerca de 76% dos indivíduos contaminados após um ano, pelo fortalecimento do sistema imunológico’’, diz Henriques.

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