As crianças precisam ter seus sentimentos reconhecidos. Evite frases como: ‘‘Não se preocupe, vai se sair melhor na próxima vez’’. Em vez disso, tente identificar a angústia do aluno, dizendo algo do tipo: ‘‘Parece que você ficou desapontado. É chato saber as respostas e perder pontos por errinhos bobos.’’
  Algumas ações devem ser limitadas, mas todos os sentimentos precisam ser aceitos, como em: ‘‘Você está tão bravo com a nota que até está chutando a carteira! Isso eu não posso permitir, mas você pode me falar mais sobre o que o está aborrecendo ou fazer um desenho.’’
  Cancele o sermão. Em vez de criticar, você pode descrever o problema (‘‘Vejo tinta espalhada no chão.’’), dar informações (‘‘É mais fácil remover a tinta antes que seque’’), usar uma só palavra (‘‘Tinta!’’), contar o que sente (‘‘Eu não gosto de ver o chão sujo assim’’).
  Há alternativas mais eficazes que o castigo. Em vez de ameaçar, você pode demonstrar empatia (‘‘Vejo que você está frustrado. Seria bom se pudesse expressar sua frustração sem usar palavrões’’), reprovar a ação sem atacar seu caráter (‘‘Esse tipo de linguagem me incomoda’’) ou deixar o aluno vivenciar as conseqüências de seu comportamento (‘‘Quando ouço palavrões, perco a vontade de ajudar’’).

Fonte: Como Falar para o Aluno Aprender (Summus, 245 págs.), de Adele Farber e Elaine Mazlish, fone (11) 3082-7893.

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