Caminho para o câncer
Se não tratada precocemente, a doença afeta o endométrio (mucosa do útero), provocando o câncer. Porém, isso leva de 10 a 15 anos para acontecer.
A principal causa do aparecimento do câncer é a exposição prolongada ao estrogênio. A portadora da síndrome não tem no organismo a progesterona para contrabalançar com o estrogênio, diz Jorge Souen, ginecologista e mastologista dos hospitais Albert Einstein e Sírio Libanês.
A paciente deve ficar atenta, segundo o médico, quanto ao diagnóstico. Muitas vezes, os ovários apresentam microcistos, que são normais. O fato de o ultrassom apontar a presença de cistos não significa que ela esteja com a síndrome, afirma.
A doença é caracterizada pelos sintomas da obesidade, pêlos no rosto, espinhas e menstruação irregular. Às vezes, ele diz que a paciente chega a ficar três ou quatro meses sem menstruar. Quando o fluxo vem, pode vir acompanhado de hemorragia.
As portadoras de ovário policístico ainda podem ter diabetes. Isso porque há uma falha na produção de insulina (hormônio responsável pelo metabolismo dos açúcares no organismo). O excesso do hormônio iria para o ovário, afetando o sistema endócrino (de glândulas internas).(A.C.)





