Caminho nada suave
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 09 de setembro de 2010
Erica Shimamura<BR>Reportagem Local 
Sapatos são acessórios tão valorizados no universo feminino que dificilmente você vai ver uma mulher ficar alheia em frente a uma vitrine repleta de modelos lindos. Mas como encontrar os lançamentos que estão explodindo nas lojas se o seu número for muito pequeno ou muito grande?
Algumas lojas se especializaram em fazer calçados sob medida, especialmente os modelos de festa, mais raros nas prateleiras. Porém, há marcas que já perceberam esse filão e estão ampliando a numeração, que começa no 32 e vai até 41, 42. Difícil mesmo é encontrar modelos fashion. Aí a dica é bater perna e agarrar o seu quando encontrá-lo.
Dona de pezinhos 34, a arquiteta Cintia de Moura Costa é incansável na hora de procurar e experimentar sapatos. Fanática pelo assunto, ela vive em busca de novidades e confessa que não faz restrição a marcas na hora de escolher seus saltões e saltinhos. "Compro em qualquer lugar, em lojas baratas e caras, quando o modelo vale a pena. Já cheguei a comprar sapato de criança", conta Cintia, que também é especializada em moda.
Em época de mudança de coleção, Cintia encontra mais dificuldades para achar novidades, pois os números pequenos em geral são os primeiros a desaparecer das prateleiras. "Quando encontro 33 ou 34 e gosto, levo para casa, pois são difíceis de encontrar", diz a arquiteta, que nem sabe quantos pares possui e já chegou a comprar oito em um único mês.
Outra estratégia usada por Cintia para não deixar o modelo perfeito para trás é recorrer a palmilhas e calcanheiras. "Tenho um sapato de festa 35 que uso com palmilha. Como tenho muito ciúme desse modelo, não uso em lugares tumultuados para não danificá-lo".
Ansiosa em frente às prateleiras também fica a modelo Fernanda Carla Simon, de 19 anos. Com 1,82 m de altura, ela calça 40, e revela que passa por perrengues toda vez que precisa comprar sapatos. "No meu número, todos os tipos são difíceis de encontrar. Escarpins, sandálias e botas de salto alto são mais complicados ainda".
Quando não está trabalhando e volta para a casa dos pais, em Palmitos, no interior de Santa Catarina, Fernanda costuma comprar sapatilhas e tênis na cidade onde mora. Mas quando a necessidade é por um salto alto, é preciso viajar até cidades maiores ou comprar diretamente em fábricas. "Uma vez encomendei um scarpim 41 em uma fábrica perto da minha cidade, mas foi um sufoco conseguir que fizessem", conta.
Nos desfiles e campanhas feitos pelo mundo ela já trabalhou na Tailândia, Malásia, Coréia do Sul, China e Milão a escassez de numeração 40 para sapatos é quase regra. "Sempre sofro com isso. Já saí de alguns desfiles com os pés sangrando de tão apertados. Na Tailândia, fiz a campanha de uma bebida energética. Durante as fotos, tive de pular o tempo todo com um modelo 37. Dá para imaginar o meu sofrimento?", relembra.
A modelo, que é agenciada pela Maeva Models, embarca esta semana para o México, onde deve passar cerca de três meses. Apesar dos contratempos com os sapatos, ela garante que a numeração especial nunca prejudicou sua carreira. "Atrapalha um pouco, mas nunca perdi nenhum trabalho por isso", confessa Fernanda, que prefere rasteirinhas, tênis e sapatilhas quando não está trabalhando.
Serviço:
Produção: Maeva Models
(Agência de Modelos)
Modelo: Vanessa Cavalin
Fotógrafo: Bruno Rodrigues
Cabelo: Lau Fastino (Studio One)
Maquiagem: Micheli Pessoto (Studio One)
Sapatos: Santa Lolla, Arezzo e London London


