Como uma caixa de Pandora, de onde saem coisas inimagináveis, as bolsas femininas escondem tanto objetos como segredos. Segundo o escritor Luis Fernando Verissimo, somente as bolsas e as mentes femininas ainda permanecem um mistério o resto já foi ou será desvendado pela ciência.
A opinião de Verissimo sobre este acessório está no prefácio do livro ''Segredos de uma Bolsa de Mulher'', recém-lançado pela editora Celebris. A publicação reúne textos sobre o universo feminino e é uma colagem dos artigos do site www.bolsademulher.com
Para as mulheres, a leitura causa identificação imediata e diversão garantida (leia boxe). Para os homens, o livro funciona como ''manual de sobrevivência'' ou guia prático para entender o que se passa dentro da ''cachola'' dos seres do sexo feminino.
Mulheres de profissões completamente diferentes toparam o desafio de revelar o que carregam em suas bolsas, mas garantem que o tal segredo está mesmo em suas mentes.
A empresária Thereza Collor é, sem dúvida, dona de uma das bolsas mais completas. Na verdade, ela anda com duas. Na pequena, carrega só o básico. Para ela, isso significa carteira, bloco de anotações, nécessaire com algumas maquiagens e cartão de telefone.
Na bolsa grande, Thereza leva a bolsa menor, um estojo com lapiseira, canetas e borracha (''faço desenhos de roupas para a minha loja The e estou sempre rabiscando''), um canivete suíço (''é superútil, já usei para fazer um furo extra num cinto e para apertar óculos escuros''), lixas de metal (''para esculpir algumas das bijuterias e jóias que confecciono''), além de outra agenda de trabalho, fotos dos filhos, vitamina C, escova, pasta... e um dente de alho. ''Ah, o dente é para espantar mau olhado. Sempre é bom.''
Thereza reconhece que carrega coisas demais, mas justifica o exagero alegando que seu dia começa às 8 não tem hora para terminar. O mesmo argumento usa a arquiteta Débora Aguiar, que mantém no carro um sapato extra ''para trocar quando visito as obras'' e uma blusa. Descobrir sua atividade profissional é fácil: além de celular, maquiagem e agenda, Débora leva uma trena e um escalímetro (tipo de régua usada por arquitetos). ''E como bênção nunca é demais, levo um terço e uma medalha de Nossa Senhora''. n

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