Cabeleira postiça
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 27 de novembro de 1998
Vivian de Albuquerque 
De cabelo natural, de crina de cavalo, de pêlo de cabra, de náilon ou de canecalon, elas sempre fizeram parte da história do mundo. Primeiro, na cabeça dos egípcios, que na antiguidade as usavam como um adorno para cerimônias especiais. Depois, passaram pela cabeça dos assírios e caldeus e, finalmente, pela dos romanos que faziam uso de perucas para distinção das diferentes classes sociais.
Normalmente, quando as pessoas chegam aqui, elas já estão sem cabelo, conta Maria Conceição VuicikMas foi mesmo entre os franceses que ela alcançou o auge da moda, mais precisamente no século XVI, quando homens e mulheres lançaram mão do acessório que acabou se espalhando por toda a Europa. E isso quando a peruca era, na verdade, um artifício para esconder a calvície dos cortesãos mais vaidosos.
Na época, encaracoladas ou naturais, as perucas tinham a pretensão de imitar fielmente os cabelos. E foi por volta de 1670, que se tranformaram numa massa de pequenos cachos, que pendiam em grande desalinho. Evolução que levou mais tarde à famosa cabeleira com cachos bem maiores, chegando até o meio das costas - era a peruca Allonge, um dos estilos mais populares entre 1680 e início do século XVIII.
É, mas se engana quem pensa que peruca era uma coisa para qualquer um. Extremamente caras, elas eram o símbolo das classes nobres. E quanto mais loiras e naturais, maior o preço. Preço que as fez cair em desuso apenas a partir da Revolução Francesa, enquanto na Inglaterra ainda perduram, como parte indispensável da indumentária dos lordes.


