''Foi uma busca mais existencialista que, propriamente, profissional''. É assim que a psicóloga Marina Tropia Carioba, 40 anos, define seu ingresso na faculdade de psicologia já aos 34 anos. Antes de iniciar seu estudo nesta área ela tinha se formado, aos 22 anos, em administração com ênfase em comércio exterior e trabalhado como analista financeira em Belo Horizonte (MG), onde morava antes de se casar e se mudar para Londrina. Após ter filhos, porém, Marina sentiu a necessidade de fazer um novo curso.
''Quando me tornei mãe, passei a ler sobre educação de filhos, desenvolvimento infantil, e aquele novo papel me parecia ao mesmo tempo maravilhoso e assustador. Quando meu segundo filho foi para escola, aos 2 anos, já estava pensando em voltar a estudar. Não estava buscando uma nova profissão, queria aprender algo que me interessava, buscava conhecimento, informação, queria compreender o mundo, as pessoas e as relações'', conta.
Apesar de gostar de sua carreira anterior, Marina diz que a busca pela realização profissional a levou ao novo caminho acadêmico. ''Gostava do meu trabalho como analista financeira, viajava, fazia cursos de aperfeiçoamento e planejava um MBA no exterior. Não havia insatisfação, mas também não há saudosismo nem arrependimento quando penso que deixei minha carreira e vim para Londrina. Foi uma escolha consciente. A psicologia me encantava, queria aprender sobre o comportamento humano''.
Apesar da satisfação, como seus filhos ainda eram pequenos, um com 6 e outro com 2 anos, na época, ela ressalta como foi difícil conciliar todas as atividades. ''Psicologia é um curso integral de cinco anos e sabia que não teria disponibilidade para cursá-lo antes. Mesmo assim, foi difícil conciliar tudo: filhos, marido, casa, aulas, leituras, trabalhos e estágios'', lembra.
Hoje ela atua como psicóloga clínica de adolescentes e adultos. ''Estou terminando uma especialização em análise do comportamento aplicada. Acho fascinante buscar compreender porque as pessoas fazem o que fazem e ajudá-las a repensar suas ações, buscando alternativas para melhorar sua relação com os outros e a qualidade de vida'', afirma. (P.B.O.)


Imagem ilustrativa da imagem Busca por conhecimento se tranformou em carreira
| Foto: César Augusto
Marina Carioba, 40 anos, retomou os estudos aos 34: ''A psicologia me encantava''