Há sete anos, Lúbia Domingos Borges garimpa peças em brechós. Formada em Moda, o intuito das compras neste estilo de loja nunca foi encontrar roupas baratas, mas, sim, peças únicas.

"Não vou até um brechó atrás de preços baixos. Procuro peças exclusivas, gosto de imaginar a história da roupa, ver a qualidade dos tecidos, acabamento. Hoje ou você compra em lojas de marcas ou de departamentos, e ambas não possuem exclusividade, que é o que procuro nos brechós."

De roupas a acessórios, de grifes a peças sem etiqueta, Lúbia adquire de tudo no universo dos usados. "Tenho um lenço de seda que paguei R$ 5, gosto tanto dele que praticamente o emoldurei. Já comprei muita coisa de grife também, como em brechó de São Paulo, onde adquiri um gravatinha de crochê da Dior por R$ 2", conta.

E se em pleno século marcado pela globalização e avanços tecnológicos ainda é possível encontrar pessoas que gostam de conservar um costume antigo e também tradicional, essas lojas, segundo Lúbia, ainda precisam melhorar muito. Pelo menos em cidades menores.

"Sinto falta de brechós melhores. Hoje, em Londrina, tem muito brechó que só quer vender roupa barata e não exclusiva. Sinto que quando um brechó bacana abre as portas por aqui, ele logo fecha por falta de público. Quando posso, vou conhecer e comprar em brechós de grandes centros", considera. (E.S.)

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