Não há nada mais satisfatório para os pais do que ver o sorriso largo dos filhos ao receberem um presente. Afinal de contas, quem nunca esperou o Dia das Crianças só para poder rasgar o papel do presente e descobrir, em segundos, aquele brinquedo tão desejado? Ou então, ganhar aquele passeio com os pais, com direito à muita diversão?
Mas será que, no mundo digital em que vivemos, os brinquedos que durante décadas alimentaram o imaginário infantil continuam atraentes?
Para a psicóloga e pedagoga Patrícia Brinholli Lebois, a simplicidade e a inocência da infância vêm se perdendo com a pressão da sociedade e o apelo midiático despertando para um amadurecimento precoce.
''Outro fator são as mudanças físicas, principalmente nas meninas. Antes, elas menstruavam aos 12, 13 anos; hoje, isso ocorre aos 9, 10 anos. E esse amadurecimento precoce incita o desejo de interagir cada vez mais cedo, com acessórios como mp3, celular, computador, ipod. Enfim, produtos de gente grande'', diz.
Mas enganam-se aqueles que pensam que isso é bom. Segundo a pedagoga, a fase da infância não pode ser substituída. ''Quando se pensa no brincar, o lúdico é muito importante, até porque estimula o vínculo com os pais. Criança precisa jogar bola, soltar pipa, andar de bicicleta, pular amarelinha, ler gibi, socializar-se com outras pessoas e não só jogar videogame ou ficar em frente ao computador'', afirma.
Segundo Patrícia, a melhor forma de incentivo está nos próprios pais, que devem saber diferenciar o que é necessidade e o que é puro consumo através do diálogo. Além disso, a especialista ressalta a necessidade do não ''dar muito''. ''A criança que não ganha coisas toda hora, dá mais valor ao que recebe e alimenta a espera de datas como Dia das Crianças e Natal. Muitos pais presenteiam a todo momento com o intuito de justificar a ausência e isso não funciona'', diz.
Quem entende bem disso é Regiane Volpato Garcia, mãe da pequena Maria Luisa, de 3 anos, que só é presenteada fora de datas especiais, quando o objetivo é premiar. ''Acho que, às vezes, é legal ter essa troca com a criança. Para mim, isso não é mimo, é uma forma de valorizar o bom comportamento dela'', conta.
Agora, se na hora de escolher o presente falta inspiração, a Folha da Sexta selecionou brinquedos que resgatam e estimulam as crianças, mesmo sabendo que a melhor brincadeira, na verdade, está na imaginação de cada um.

Serviço:
Loja Ri Happy - Shopping Catuaí
Loja Ciranda - Rua Jorge Velho, 190

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