Brilho indispensável
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quinta-feira, 19 de junho de 2014
Elaine Souza<br>Reportagem Local 
Eles surgiram na Holanda, no fim do século 17, e se resumiam ao material de cobre, composto por dois ou três andares de porta velas finos e recurvados. Anos e anos se passaram e hoje são milhares as opções de lustres existentes no mercado. Há modelos para todos os gostos e seu uso não se restringe apenas a salas de jantar e estar.
"Os lustres são, normalmente, indicados nas salas de estar e hall de entrada. Porém, com as muitas possibilidades oferecidas no mercado, podem ser especificados em qualquer ambiente desde que atendam à iluminação desejada, que suas dimensões sejam adequadas ao espaço e seus materiais de acabamento possibilitem a manutenção que o uso do espaço exigir", explica a arquiteta Luciana Glock Gusso.
Ainda conforme Luciana, nas cozinhas, por exemplo, essa peça precisa ser facilmente higienizada devido ao possível acúmulo de gordura. Nos banheiros, ela completa, devem resistir à umidade excessiva e, seu posicionamento, quando pendente, deve ser cuidadosamente planejado para que não atrapalhe a circulação e a comunicação dos usuários e para que sua luz não ofusque os olhares.
A arquiteta Maira Rossi diz que é preciso tomar alguns cuidados na hora de escolher o lustre. Segundo ela, a escolha do pendente ideal é muito importante na valorização do espaço como um todo. Em muitos casos, o lustre é o item que finaliza a composição do projeto, tornando-se a peça focal do ambiente.
"Apesar de ser um elemento essencialmente decorativo, não se deve esquecer da sua função principal: iluminar. Analisar a função que irá exercer no espaço e o efeito geral que se quer criar com a luz (indireta, radiante ou focada) é essencial. Se aplicado da forma incorreta, o lustre pode criar sombras indesejáveis, prejudicando o ambiente", diz.
Luciana Glock Gusso observa que, apesar do caráter decorativo, não se deve abusar do tamanho. Por exemplo, se o espaço for pequeno e houver muitos elementos de decoração, cabem cuidados para não deixar o ambiente carregado e sufocado.
"Se o pé-direito é alto e o ambiente conta com grandes dimensões, o lustre não pode ser pequeno, pois iria desaparecer na composição e desvalorizar o projeto", detalha.
Contemporâneos, clássicos, simples, luxuosos, arrojados, românticos... Em meio a tantos estilos, como escolher o ideal? Por ser mais que uma peça de iluminação, já que muitos completam a decoração, a arquiteta Luciana Gusso afirma que o estilo do ambiente não dita a regra da escolha do lustre. De acordo com a profissional, a opção deve ser coerente com os demais itens do projeto, com a disponibilidade financeira do cliente e a intenção para o espaço.
"Um lustre ousado e inusitado pode roubar toda a atenção do ambiente. Se a intenção é o destaque, a cor e o estilo do lustre não devem seguir as demais peças do ambiente. Mas se o objetivo é buscar neutralidade e sobriedade, os estilos devem ter a mesma linha e a peça deve fortalecer a estética proposta ao espaço", ensina Luciana.
Na mistura de estilos, lembra Maira Rossi, é preciso que as peças especificadas no projeto se comuniquem e o lustre (ou luminária) seja mais um elemento da composição.













