Brasil oferece roteiros inéditos para o turismo
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sexta-feira, 10 de janeiro de 2014
Adriana Moreira<br>Agência Estado 
São Paulo - Cada uma das 32 seleções que virão ao Brasil entre 12 de junho e 13 de julho para a Copa do Mundo de futebol vai visitar um mínimo de três cidades no País. A depender do acaso e do intrincado esquema de definição de adversários e localizações das partidas da segunda fase, os times que se saírem bem no torneio podem chegar a visitar sete das 12 capitais de Estados escolhidas como sedes da competição.
Já para os turistas, o número de cidades a visitar depende da disposição - e de orçamento, claro. A pouco mais de cinco meses do início da Copa e com a segunda fase da venda de ingressos em curso até 30 de janeiro, é hora de se planejar. E escolher, além das partidas a assistir, os atrativos para ver antes e depois do futebol nos estádios.
Para ajudar a montar roteiros pelas cidades-sede da Copa, a reportagem foi procurar seus moradores ilustres. Filhos da terra, de nascimento ou por adoção, eles sugerem aqui tanto atrações básicas, aquelas que não dá mesmo para perder, quanto cantinhos menos óbvios, mas que falam muito sobre a cidade em questão. Neste pacote, começamos hoje com São Paulo. Prepare o caderninho de notas.
São Paulo com olhar apurado
O Museu de Futebol foi uma das primeiras coisas que a editora do caderno Divirta-se do Estadão, Camila Hessel, sugeriu em suas opções de roteiro. Afinal, como deixá-lo de fora em plena Copa do Mundo? O Estádio do Pacaembu não vai receber nenhum jogo no Mundial, mas nem por isso deve ser esquecido - o Museu do Futebol fica debaixo de suas arquibancadas (museudofutebol.org.br; R$ 6, grátis às quintas-feiras).
"O charme está principalmente nas atrações interativas (foto)", diz Camila. Nas palavras dela: passe com calma pela sala que conta as histórias de Pelé e Garrincha, com grandes jogadas dos dois craques. Depois, capriche no chute ao cobrar o pênalti no simulador. Para terminar (ou começar, como queira), a dica é um programa tipicamente paulistano: a feira livre armada no estacionamento do estádio às terças, quintas e sábados, das 9 às 14 horas. Ali, pastel e caldo de cana para matar a fome.
Rock and happy
Outra dica é curtir a Galeria do Rock (Avenida São João, 439), que completou 50 anos em 2013. "Um passeio por lá é diversão garantida para fãs de rock - e de música em geral - de todas as idades", explica Camila. "Prepare-se para sair de lá com sacolas cheias de camisetas, tênis e acessórios e com o celular lotado de fotos - o prédio é lindo!". De lá, você tem duas opções, ambas para um happy hour num cartão-postal. Se seguir à esquerda, vai dar na Avenida Ipiranga. A famosa esquina com a Avenida São João abriga o Bar Brahma (número 667). "Mas recomendo seguir adiante, até o nº 200: ali fica o edifício Copan, projetado por Oscar Niemeyer, que abriga o sensacional Bar da Dona Onça - meu favorito."
Liberdade
A terceira dica se trata do bairro da Liberdade, onde predomina a colônia japonesa. Suas lojas e galerias estão cheias de produtos orientais, de louças e utensílios de cozinha a gibis e brinquedos. Nos fins de semana, uma deliciosa feirinha de comidas é armada na saída do metrô. "Vá com fome e não deixe de experimentar o takoyaki, bolinho de polvo super macio."




