Os consumidores de vinho amadureceram o paladar, o que exigiu uma nova postura para as vinícolas brasileiras. Fato comprovado com as premiações que o produto nacional vêm conquistando nos concursos da Organização Internacional do Vinho (OIV). Pequenas vinícolas familiares são responsáveis por esse florescimento. É um conjunto de investimentos e posturas que está fazendo dobrar o número de vinícolas no Brasil. Este ano surgiu também a primeira turma de enólogos formados em faculdade brasileira.
Portanto, saborear um vinho nacional deixou de ser uma aventura. A gaúcha Miolo, por exemplo, engordou as encomendas em 700 mil garrafas, somente neste ano. O carro-chefe da reserva é o tinto Merlot (R$ 12,00, safra 1996), considerado um vinho frutado, de corpo médio e equilibrado. Boa companhia para massas. Os grandes e bons restaurantes paulistanos, que incorporaram os vinhos Miolo em sua carta, atendem mais aos pedidos de clientes estrangeiros.
Aos poucos, a resistência do consumidor brasileiro contra o vinho nacional vem sendo derrubada. E o preço é um bom motivo. Em Maringá, a indústria Intervin vem produzindo o vinho Aljôfar, o carro-chefe da empresa, segundo o proprietário Antônio Silvestre Ferreira. Produtores há cinco gerações, eles trouxeram mudas de Portugal para o norte do Paraná há 10 anos.
As duas marcas são Aljôfar e Ottobello (R$ 4,50 e R$ 3,50, respectivamente), vinhos de aromas frutados, tinto e branco (seco, demi-seco e suave), e que vêm conquistando o paladar dos brasileiros. O Aljôfar ainda tem a versão light, branco e rosé. Esse vinho é considerado leve, pois apresenta baixa graduação alcoólica.

mockup