Bonitas em todas as estações
Como já cantavam os Titãs na década de 80, ''as flores de plástico não morrem''. Entretanto, outras flores que não morrem, não murcham ou desbotam, são as de tecido e silicone. Há quem aposte tanto na beleza dos arranjos permanentes, que o comércio envolvendo estes produtos ganha corpo à medida que a estética apresentada se aproxima do natural.
Segundo a proprietária da Poy Decorações, Márcia Regina Forti Poy, devido à perfeição dos arranjos artificiais, seus clientes acabam optando por esse tipo de decoração na hora de ambientar casamentos, recepções, aniversários, entre outros. ''Outro fator que atrai as pessoas é com relação ao preço. As artificiais geram um barateamento de 50% a 60% com relação às naturais. Há 12 anos trabalho com flores permanentes, mas de cinco anos para cá o consumo aumentou muito'', observa.
Márcia exemplifica com valores: ''Uma decoração de igreja com rosas, copos-de-leite e bocas-de-leão artificiais custa em média R$ 900,00, enquanto que com arranjos naturais há uma variação de R$ 1.800 a R$ 2.000, dependendo da floricultura. Quando mostro o orçamento, as pessoas logo desistem das naturais também por causa da qualidade e perfeição das artificiais, que não deixam nada a desejar''.
Segundo Márcia, o preconceito contra as flores e folhagens permanentes reduziu consideravelmente. ''Antes, quando se falava em artificiais, logo eram relacionadas com flores de cemitério. Graças às revistas especializadas em eventos e sites, esse tabu está desaparecendo. As pessoas se surpreendem com o visual e quase não acreditam que os arranjos não são naturais'', afirma. (L.O.)





