Bolsas à mão
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 22 de novembro de 2002
Karla Matida<br> Reportagem Local 
Uma amiga de Juliana Côrtes Jabur diz que ela não é artista plástica e, sim, arteira. Há cerca de seis meses passou a fazer arte também com as bolsas. Fez uma pra ela, as amigas gostaram tanto que acabaram encomendando. O que era um hobby acabou virando profissão também. E as bolsas têm a cara de Juliana, no maior alto-astral.
''Meu marido já se acostumou a me ver chegando em casa com o celular e a carteira nas mãos. Sabe que se alguém gostou de uma bolsa que estou usando, vendo na hora'', brinca Juliana.
Numa época em que o artesanal faz a festa nas roupas e acessórios, ter uma bolsa que leva pelo menos uma semana para ficar pronta por conta do capricho no acabamento, é sempre um luxo. Juliana diz que não faz mais do que cinco exemplares de cada modelo. A exceção fica para a bolsa de rosas de tecido. Ela é única e exclusivíssima.
Foi mais ou menos assim que a também londrinense Denise Mucci começou a fazer as bolsas e cintos que levam seu nome na grife que está no mercado há dez anos. A novidade é que agora as bolsas, especialmente aquelas feitas em macramê e palha de seda, estão sendo exportadas para a Europa e passeiam nas mãos de italianas e suíças.
O interessante nesse trabalho puramente artesanal é a mão-de-obra, que emprega mulheres de comunidades carentes de Londrina e região. Elas recebem o material para tecer o macramê em casa e devolvem para a montagem, como forro e alças. Estas, aliás, feitas de MDF, espécie de compensado feito com restos de madeira. Tudo muito bonito e ecologicamente correto não é à toa que as européias se interessaram tanto pelos acessórios made in Londrina.
(Colaborou Angela Raizer Barbosa)


