Atenta a todos os detalhes, a estudante Bianca Ribeiro já tinha visto há algumas semanas os outdoors com a modelo vestindo uma boina jeans. Foi procurar nas lojas e não achou. Estava decidida a esperar, até que, na sua ‘‘busca-pelo-visual-mais-bacana’’ para curtir o show do Titãs, na Exposição 2003, acabou encontrando uma boina como ela queria.
  Mais atenta ainda, a empresária fashion Inêz Palmeira está sempre de olho em revistas, desfiles e sites japoneses. As ‘‘kokeshis’’ (garotas superproduzidas que passeiam pelas ruas de Tóquio) são uma das principais fontes de informação e inspiração de Inêz. ‘‘Eu já tinha visto que elas estavam usando e tinha intuição de que as boinas iriam chegar aqui também’’, conta.
  ‘‘Só que eu esperei, esperei e nada. Depois pensei, por que é que estou esperando. Com a ajuda de um amigo estilista, fiz as cinco primeiras e vendi rapidinho’’, lembra a empresária. Isso aconteceu há pouco mais de dois meses e, de lá para cá, Inêz já perdeu as contas de quantas já vendeu. ‘‘Homens e mulheres compram’’, explica. Mas a faixa etária campeã entre os consumidores ainda é a adolescente.
  Se bem que a pioneira do uso das boinas na telinha foi uma mocinha pra lá de crescidinha. A ex-miss Brasil Joseane foi uma das primeiras a deixar o Big Brother Brasil 3, mas no pouco tempo em que ficou confinada dentro da casa vigiada por câmeras, mostrou para o País – até então com pouquíssima cultura de chapéus (só mesmo os caubóis) – que dá para ter muito charme usando uma boina.
  Inspirada nos psicodélicos anos 70, a Triton já tinha dado a deixa na coleção verão 2003, apresentada em meados do ano passado. Ou seja, demorou quase um ano para que a ‘‘assimilação’’ acontecesse de verdade. Pode demorar um pouco mais para que o acessório caia nas graças da nação em geral.
  Claro que os mais antenados já aderiram faz algum tempo. No final de janeiro, enquanto as passarelas da São Paulo Fashion Week apresentavam as novidades para o outono-inverno, na platéia, o desfile de boinas era impressionante. Ainda mais por ser alto verão brasileiro.
  Primeiríssima da turma de amigas a desfilar com o acessório, a estudante e apresentadora de televisão Mariana Colletti já tem duas em casa. Pelo jeito, as primeiras de uma coleção que promete crescer. ‘‘Eu também faço propaganda e incentivo as minhas amigas a usarem’’, conta Mariana, que usa as suas boinas desde em passeios casuais até nas baladas com produção mais caprichada. ‘‘Só nunca usei na escola’’, garante.

E que tal usar durante uma viagem? É a experiência de Yara Sant’Ana, que veio passear em Londrina e acabou voltando para casa, em Assis (SP), com uma boina jeans vinho. Gostou tanto que já saiu da loja de Inêz Palmeira usando, feliz, a nova aquisição.
  Em tempo: depois de tanta expectativa, as boinas tão cobiçadas dos outdoors da Pura Mania já estão nas lojas e custam cerca de R$ 27. Os modelos de Inêz Palmeira em jeans, veludo e até laise têm preços que variam entre R$ 35 a R$ 40. ‘‘A

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