Para quem gosta de pescar, o período que vai de 15 de outubro a 28 de fevereiro parece uma eternidade. Nesses cinco meses, a pesca fica proibida porque os peixes estão em época de desova, um processo conhecido como piracema. Mas uma boa forma de contornar isso é optar pelo pesque-pague. Existem vários no Estado, oferecendo infra-estrutura para receber pescadores profissionais e amadores o ano inteiro. A dica é aproveitar o fim de semana prolongado, reunir a família e procurar o pesque-pague mais próximo para uma agradável pescaria.
Além de lanchonete, churrasqueira e guarda-sol, o pesque-pague também oferece varas e iscas, mas quem preferir levar seu próprio kit de pescaria não vai precisar desembolsar nenhuma fortuna. Para os pescadores de primeira viagem, Éderson Scarabello, da Pesca Brasil Sport, aconselha uma vara telescópica simples de 3 a 3,60 metros, anzóis de número 10 a 18, linha e bóias de números 2 a 4. ‘‘É bom levar também uma caixa de ferramentas básicas, principalmente o alicate que é muito usado’’, acrescenta.
Segundo Éderson Scarabello, pescar nesses locais específicos não tem segredo. Mas existem algumas dicas que ajudam a levar para casa uma quantidade maior de peixes. ‘‘O ideal é optar por uma linha longa, em torno de 1 metro além da vara. Isso é importante porque no pesque-pague as pessoas ficam concentradas na margem da represa e o barulho assusta os peixes. Com uma linha longa, a pessoa pode arremessar a isca mais longe da margem, tendo mais chances de sucesso’’, orienta Éderson Scarabello.
Outra dica é com relação à isca. ‘‘Os peixes só pegam as iscas de massinha oferecidas pelo pesque-pague. Mas para quem deseja fisgar mais pacus, é melhor levar coração de galinha ou salsicha porque eles não resistem a esse tipo de isca’’, afirma. O kit completo, incluindo, linha, vara, bóias e uma caixa com 150 anzóis custa em média R$ 50,00.

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