BLW segue evolução natural da criança
Umas das coisas que mais irritam a dentista Cecilia Luiz Pereira Stabile é ouvir que o BLW é coisa de "mãe preguiçosa". Outra é de que ela está colocando Pedro em risco ao oferecer alimentos em pedaços a ele.
"O BLW segue a evolução natural da criança. Mesmo quando vamos em restaurantes o Pedro se alimenta assim. Levo a cadeirinha, já que ele pega a comida na bandeja e depois limpo a bagunça. As pessoas param para ver e fazem muitas perguntas", conta.
Cecilia diz que quando Pedro completou 6 meses o pediatra passou as orientações conforme o método tradicional de alimentação e com o acompanhamento da nutricionista ela adaptou ao método. Quando os pais não podem estar presentes na hora do almoço, quem serve a comida amassada - é a babá. "Não me importo, porque a segurança dele é o principal", conta a mãe.
Esse, aliás, é um dos obstáculos para que mais mães utilizem o método, segundo Cecilia. "Em creches isso é inviável. Para quem tem a vida corrida também é mais difícil, porque o bebê se alimenta no tempo dele. Mas acho muito positivo porque transforma a hora da refeição em um momento de descobertas e dá autonomia para a criança. No fim, toda a família se alimenta de forma mais saudável", afirma. (E.G)






