Aquelas recomendações básicas para uma vida saudável, como a alimentação balanceada e a prática de exercícios regularmente, também valem para os bichinhos de estimação.
Mas ao contrário dos humanos, muitos cães não estão se exercitando como deveriam. E isso, segundo o veterinário André Iurchiag - que está se especializando em fisioterapia animal - se deve à falta de orientação e informação dos proprietários.
''Os animais precisam se exercitar até mesmo para prevenir algumas doenças, como distensões musculares, artrose, artrite e, principalmente, obesidade'', ressalta.
Segundo Iurchiag, no Brasil, cerca de 40% da população canina é considerada obesa por falta de exercícios; e desse total, 20% tem como causa o estresse. ''São animais sedentários, que não têm o que fazer e acabam comendo mais'', diz.
Raças como labrador, beagle, rottweiler, poodle e basset dachshund (salsichinha) têm mais tendência à obesidade e, portanto, além de um cardápio diferenciado, precisam mesmo se exercitar.
''Na obesidade, o exercício é fundamental. Mas para o animal começar a ter o benefício do exercício físico, o ideal é começar com uma caminhada de uma hora, no mínimo três vezes por semana. Se puder ser diária, melhor ainda. Com o tempo, a caminhada pode ser intercalada com natação ou corrida'', indica.
Para certificar se o animal está com excesso de peso, o proprietário deve checar se há dificuldade em sentir as costelas dele. ''Se sim, é importante procurar um veterinário, pois a obesidade pode estar ligada a outras doenças como diabetes, problemas de coluna e cardíacos'', afirma.
Quanto aos filhotes, Iurchiag explica que não há tanta necessidade de exercitá-los, já que, naturalmente, são bem mais ativos. ''Mas também não é errado. O proprietário pode criar uma rotina de exercícios com o filhote, desde que seja a partir do terceiro ou quarto mês de vida, após ter tomado todas as vacinas. Vale também procurar um profissional para uma avaliação prévia'', orienta.
Quanto aos felinos, ele explica que a incidência de obesidade é maior e, por isso, estimulá-los é muito mais difícil, considerando também que os gatos são mais independentes. Uma das indicações é utilizar a ponteira a laser como brincadeira e também os playgrounds. ''Na literatura, existem livros dedicados somente às brincadeiras com felinos'', observa.
Preguiçosas ou não, a dica do veterinário é se informar sobre as características de cada raça, pois algumas gostam mais de se exercitar e outras são mais sedentárias. Mas, para qualquer bichinho de estimação, há formas e jeitos de estimulá-los a se exercitar. O primeiro passo deve ser do próprio dono.

Imagem ilustrativa da imagem Bicho também tem que malhar
| Foto: Saulo Ohara
Veterinário André Iurchiag: para qualquer bicho de estimação há formas de estimulá-los a se exercitar
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