Infelizmente, não existe prevenção para o câncer. O que existe, e que pode levar à cura, é o diagnóstico precoce em determinados tipos de câncer, como é o caso do que ocorre na mama, que também pode sofrer alterações benignas, aliás, muito comuns. ‘‘Ao contrário do câncer de mama, as alterações benignas não ameaçam a vida da mulher, mas podem causar sintomas que incomodam bastante’’, diz o médico ginecologista Luiz Carlos Steffen, de Londrina. Segundo ele, essas transformações, benignas ou malignas, geralmente causam um nódulo que pode ser encontrado pela mulher quando ela faz seu auto-exame ou num exame clínico de rotina.
Daí a importância desses exames, quando ainda é possível encontrar o câncer em seu estágio mais precoce ou, na melhor e mais comum das hipóteses, diagnosticar alterações benignas. Além do exame físico, o médico cita a mamografia e a ultrassonografia, que fazem um rastreamento detalhado da mama para detectar anormalidades, sendo que um exame complementa o outro. ‘‘A biópsia só é realizada quando algo incomum é encontrado na mama através desses exames, pois é o único meio de saber se existe câncer ou lesão benigna na mama’’, afirma Luiz Carlos Steffen.
O médico explica que existem vários tipos de biópsia, cada um com vantagens e desvantagens, e a escolha depende da situação do paciente. Até há algum tempo, o procedimento cirúrgico era o mais usado: através de cirurgia, o nódulo, ou parte dele, é removido para exame microscópico. ‘‘Agora, no entanto, com o advento de equipamentos sofisticados como o Mammotome, é possível fazer uma biópsia menos traumática, sem internação hospitalar, com anestesia local e sem deixar cicatrizes’’, garante ele. Pioneiro na utilização desse método no sul do Brasil, Luiz Carlos Steffen garante que a mamotomia, além das vantagens já citadas, apresenta um índice zero de rebiópsias e custos bem mais acessíveis em relação a uma biópsia cirúrgica. ‘‘No entanto, a paciente deve discutir com seu médico as vantagens e desvantagens de cada procedimento’’ acrescenta.

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