Barro, cimento, aço, vidro, cerâmica... Não faltam opções de vasos aos que desejam pincelar de verde o interior e o exterior da casa. Rústicos ou requintados, eles servem para acomodar plantas, porém belas peças valorizam o ambiente e trazem charme à composição. ''Um vaso de barro barato, que o homem conhece desde o Neolítico, é mais chique que o pote de plástico vendido em supermercado'', afirma a arquiteta Suzana Galvão, da Bothanica Paulista.
A montagem adequada de um vaso permite aliar praticidade e bom gosto. Suzana garante que toda planta dá trabalho, ''mas é possível minimizá-lo com os cuidados certos'', explica. A começar pela escolha do modelo onde será feito o arranjo. ''É imprescindível que ele tenha um orifício para o escoamento da água.'' Sem ele, explica a arquiteta, o solo fica encharcado, contribuindo para o apodrecimento das raízes. As peças de vidro são as campeãs em criar esse problema: apesar da aparência moderna, a maioria é completamente vedada. ''De tempos em tempos, é preciso desmanchar o arranjo para retirar o excesso de água. Não compensa'', alerta.
Versatilidade No caso de plantas, em especial flores que duram apenas algumas semanas, caso das orquídeas, os cachepôs são soluções versáteis, pois funcionam como uma embalagem que esconde o tal vaso plástico. Com eles, não há necessidade de montagem do vaso: basta acomodar o arranjo em seu interior. Há recipientes de vidro, bambu prensado, madeira, palha e por que não? barro, cerâmica e metal.
Em Londrina, a variedade de formas, tamanhos e cores de vasos é quase tão grande quanto a de preços. Na Torre Phorte Gardens, os de cerâmica crua (barro) custam R$ 4 (pequenos); R$ 15 (médios) e R$ 40 (grandes); já os de cimento variam de R$ 18 a R$ 51. Na Pietá Arte em Cimento, a variedade contempla desde os pequenos, médios e grandes, de R$ 15 a R$ 150. Mas quando se fala em vasos coloridos, os esmaltados asiáticos são imbatíveis seus preços variam de R$ 60 a R$ 512 na loja Sandra Fuganti; já os de terracota e porcelana, também orientais, chegam a custar mais de R$ 1.000.
Hora de plantar Escolhido o vaso, é hora de decidir sobre a planta. Algumas espécies vegetais se adaptam à luz indireta, caso dos lírios do campo, orquídeas, bromélias e cactos. Suzana também aponta a zamioculca como a vedete entre as plantas domésticas. ''Essa espécie, de origem indiana, mantém o brilho nas folhas carnudas mesmo dentro de casa, o que é raro. Mas o grande curinga é o ficus, que sobrevive mesmo se o dono for displicente''.
Para o engenheiro agrônomo e paisagista Ricardo Armando, de Londrina, displicência com plantas, nem pensar! ''Qualquer que seja a espécie, elas precisam de cuidados constantes que incluem luz, ventilação, um bom substrato e drenagem, principalmente quando são plantadas em vasos, que é bem problemático''.
Ricardo argumenta que a escolha da planta ideal deve obedecer princípios de arquitetura, estilo da decoração, cor e textura dos móveis e paredes, luminosidade do ambiente e gosto pessoal de quem vai desfrutar de sua presença. ''Pode ser interessante observar também a função que se espera da planta no seu local, por exemplo, em um ambiente familiar as plantas de folhas redondas ou formato arredondado como clúsias, buxinhos e peperônias são muito bem-vindas''.
Algumas das melhores plantas para interiores, segundo Ricardo, são a beaucarnea guatemalensis (nolina), a raphis excelsa, a yucca elephantipis, a clúsia fluminensis, a palmeira-leque-da-China e o ficus. ''Se o ambiente for muito escuro, uma boa opção é a sansevieria (espada de São Jorge), muito utilizada nos países europeus'', explica.
De cultivo recente no Brasil, a chamaerops umilis (palmeira do mediterâneo) resiste a solos pobres, pouca umidade e geadas, podendo ser usada em vasos quando o ambiente é bem iluminado, proporcionando um aspecto exótico e moderno pela cor e formato de suas folhas. O paisagista cita ainda a cyca revoluta, que pode ser usada em vasos desde que se opte por modelos grandes, de preferência colocados em varandas ou à beira de piscinas. ''O importante é ter sensibilidade, valorizar os contrates e não fazer uma miscelânea inadequada''.
Ricardo Armando esteve recentemente em Amsterdam, onde visitou a Horti Fair, maior feira mundial de paisagismo, onde foram lançadas novas espécies e variedades de plantas para jardins e interiores. ''Mas gostei muito de ver plantas brasileiras como bromélias, helicônias, filodendros e marantas em lugar de destaque na feira''. n

‘‘Qualquer que seja a espécie, as plantas precisam de cuidados constantes que incluem luz, ventilação, um bom substrato e drenagem, principalmente quando são plantadas em vasos, que é bem problemático.’’
(Ricardo Armando, agrônomo e paisagista)


Serviço:
Torre Phorte Garden 251-2022
Pietá Arte em Cimento 3342-7806
Sandra Fuganti 3327-6648
Ricardo Armando 9991-6834
Plant Art 3343-0291

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