É comum a medicina estética buscar nas técnicas da medicina curativa opções para os mais variados problemas. O silicone, por exemplo, era usado inicialmente para substituir válvulas cardíacas e articulações. Já a toxina botulínica foi aplicada pela primeira vez em humanos, em 1978, para controlar espasmos musculares e corrigir o estrabismo. No Brasil, ela está presente nos consultórios para fins estéticos desde 2001 e já é um dos procedimentos mais populares.
Agora é a vez das terapias fotodinâmicas ALA (ácido aminolevulínico) e MAL (cloridrato de aminolevulinato de metila) invadirem os consultórios dermatológicos. A primeira, originalmente utilizada para tratar o câncer de pele, tem se mostrado eficiente para retirar manchas de sol e rejuvenescer a pele. ''Estudos recentes também indicam as duas substâncias no tratamento de acne, hiperplasia de glândula sebácea, hidradenite suporativa, retirada de verruga vulca e molusco contagioso'', diz a dermatologista Rosa Calland, que já realiza o tratamento há dois anos.
O procedimento é relativamente simples: se o objetivo é retirar manchas, o médico aplica o produto sobre a área afetada e aguarda alguns minutos, que variam de acordo com o objetivo desejado. Em seguida é aplicada a luz pulsada, ou laser, como é conhecida popularmente. ''O benefício de usar as substâncias é que elas potencializam em cerca de três vezes o efeito da luz'', garante. Para tratamentos de acne e rejuvenescimento são aplicadas as substâncias por todo o rosto.
De acordo com a dermatologista, o resultado da terapia fotodinâmica equivale a um peeling médio. ''Ela melhora a textura da pele e aumenta a produção de colágeno. Em muitos casos é possível observar uma mudança significativa já na primeira sessão. Até mesmo rugas finas são amenizadas'', afirma.
São necessárias entre uma a três sessões para se obter um resultado satisfatório e, segundo Rosa, a pele tende a ficar avermelhada, irritada e sensível nos primeiros dias. ''É o mesmo processo de um peeling. Mas não é algo que seja insuportável. Depois da aplicação, feita no consultório mesmo, a paciente pode voltar ao trabalho e à rotina normal'', comenta.
Como é necessária a aplicação de laser, a especialista lembra que é preciso ficar ao menos 20 dias sem tomar sol antes do procedimento e evitar a exposição solar por no mínimo 15 dias depois. ''Quanto mais clara a pele, melhor e mais seguro será o resultado. Pessoas de pele morena e orientais têm mais chances de manchar a pele durante o rejuvenescimento'', explica.
O único problema da terapia é o preço. Para cada sessão, feita com um intervalo de um mês entre uma e outra, existe um gasto médio de R$ 500 só do produto, se for usado o ALA. ''O MAL é ainda mais caro, mas tem um tempo de espera menor para a aplicação da luz. Ao preço da substância, cada médico adiciona seu custo'', diz.

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