Novas tendências, materiais revisitados e soluções criativas estão presentes na 8ªMostra de Decoração e Interiores (MD&I) de Londrina. Com 38 ambientes internos e externos, mil metros quadrados de área construída e 2,4 mil metros quadrados de terreno, a 8ªMD&I é o principal palco para as novidades do setor.
  O acrílico é o novo ‘‘queridinho’’ dos arquitetos, material leve, versátil e colorido, usado em poltronas, cadeiras, estantes e painéis. O rústico e o sofisticado dividem espaço e fazem bonito. Caso das persianas que ornamentam espaços requintados como a sala de jantar, a varanda e a suíte do hóspede.
  Novas tecnologias resgataram materiais antigos. O granilite, muito usado nas décadas de 40 a 60, é um deles. A maior facilidade na aplicação fez com que os arquitetos aproveitassem para inovar nos pisos, principalmente em salas. Outro resgate é o carpete, que hoje tem as vantagens de ser antialérgico, absorver e distribuir som, além de ser fácil de limpar e ganhar um aspecto moderno, como o de sizal, utilizado no quarto teen.
  As pastilhas de vidro voltaram com tudo, tomando o espaço das versões de cerâmica da última Mostra. O vidrotil transparente, aplicado sobre argamassa colorida, foi usado principalmente em detalhes na cozinha e no banheiro do idoso. Elementos orientais também não faltaram. Por todos os ambientes há quadros, esculturas e detalhes, que, além de decorar, remetem à paz de espírito.
  Como sempre ocorre no término da Mostra, parte dos móveis e dos objetos de decoração vai estar à venda com descontos que variam de 20% a 40%. A feira acontece no dia 30 de setembro, das 14h às 18 horas, com entrada gratuita.

Piso rústico, portas de demolição, azulejos antigos, aço e madeira. É a mistura de materiais a principal característica do loft, projeto das arquitetas Alice Prandini e Rosalia Garutti para o apresentador de televisão Marcão Kareca. Claro, o sistema de construção, de estrutura metálica e vedação com painéis de aço, é a grande vedete, mas a decoração do ambiente não fica atrás. Além da mistura de materiais, as arquitetas abusaram de cores vibrantes, verde-limão nas chaises, laranja nas poltronas de acrílico e roxo em uma das paredes. ‘‘Usamos móveis de design com móveis antigos, tudo bem integrado’’, ressalta Alice. Um exemplo de transformação é a roda de ferro-velho, que virou mesa. Um exemplo de irreverência é o balcão da cozinha, um caixote com bolinhas de ping-pong coberto com vidro.

Um quarto dividido entre funções: vestir, trabalho, descanso, entretenimento e café da manhã. ‘‘Pensamos num ambiente para casais jovens que curtem passar mais tempo juntos’’, explica a arquiteta Rosana Ribeiro. Na Suíte do Jovem Casal, ela aproveitou a configuração e a amplitude do cômodo e, ao invés de de paredes, abusou dos recursos do mobiliário. ‘‘Plantas flexíveis e poucas paredes são tendências arquitetônicas atuais. Além de garantir integração dos ambientes, elas diminuem o custo da obra’’, justifica. O espaço multifuncional não perdeu a beleza, o conforto e o aconchego. O tapete de sisal e o veludo do puff foram cedidos pela Ambientare.

Oobjeto do desejo ao alcance das mãos. ‘‘Tudo funcional e executável’’ resume o arquiteto Caco Piacenti, autor do projeto da Churrasqueira e Estar da Churrasqueira, que participa da Mostra pela primeira vez. Num espaço de 120 metros quadrados, ele quis compor ambientes que tivessem aplicação prática no dia-a-dia das pessoas, garantindo lazer, descontração e muito aconchego. Piacenti resgata elementos da cultura gastronômica dos tempos da vovó, como o forno à lenha, para aquele pão caseiro quentinho com a manteiga escorrendo por entre os dedos. Mas aproveita dos recursos da tecnologia para um churrasco sem fumaça e fuligem de carvão, proporcionado pela churrasqueira à gás. Um sistema elétrico move os espetos. Jatos de água jogam a gordura diretamente para a rede de esgotos. Os acessórios da mesa do churrasco foram cedidos pela Casa D.

Um espaço sofisticado para reunir a família. O projeto para a sala de jantar, da arquiteta Henriete Müller, reúne o clássico e o rústico, provando que a mistura pode dar certo. O rústico está presente nas peças de decoração de artesanato e na base da mesa trazida do México, de pedra vulcânica com entalhes em motivos incas. Já o clássico aparece no lustre francês (peça de antiquário), no tapete persa, na bomboniere de Cristal Bacará e na papeleira inglesa do século 19, que foi adaptada como bar. ‘‘As cadeiras diferentes reforçam este contraste’’, explica. Os espelhos ampliam o ambiente e ressaltam o pé-direito alto.

A transparência e a leveza marcam, literalmente, o projeto da Sala da Escada, elaborado pela arquiteta Geise Meire Vicente de Carvalho. ‘‘As pedras de uma das paredes, em conjunto com a madeira da antiga escada, deixavam o ambiente escuro e pesado’’, justifica. Os degraus foram, então, substituídos por placas de vidro. Pela extensão e largura da escada, a arquiteta optou pela utilização de duas placas de vidros laminados de 10 milímetros (mm) sobrepostas por outra de vidro temperado, também de 10mm. A iluminação embutida garante a luminosidade do ambiente.

Um pequeno espaço pode, sim, ter grande utilidade. Caso da sala de estudos, projeto dos arquitetos Juliana Eiko Saito, Paole Lika Ogawa e Márcio Koga. Com menos de 7 metros quadrados, o hall entre os quartos ainda teve outra dificuldade a ser vencida – por ser área de passagem, três portas faziam parte do pequeno espaço. Móveis sob medida, projetados especialmente para o local, iluminação adequada e uso de materiais como o vidro e o acrílico, que dão leveza ao ambiente, foram alguns dos recursos utilizados pelos arquitetos. De um lado, a escrivaninha privilegia o uso do computador, do outro, a leitura é estimulada por um sofá aconchegante. Os blocos de acrílico, feitos de chapa moldada, decoram e ainda abrigam outros enfeites, como a bicicleta em metal da Tulipa Decorações.

Cores escuras e materiais nobres enfatizaram o apelo masculino do quarto do rapaz. A proposta da arquiteta Mariane Baptista ao usar couro (na cabeceira da cama e em algumas almofadas) e embuia castanho nos móveis (presente também no closet) foi criar um ambiente sofisticado. ‘‘O quarto foi pensado para um jovem empresário, por isso, é bem funcional, com espaço também para os hobbies, para estudar ou trabalhar’’, explica. No closet, a iluminação embutida ajuda na escolha das roupas e, com o dimerizador, é possível regular a intensidade da luz. O isolamento acústico é perfeito na hora de relaxar.

O aconchego no convívio familiar resume o clima gostoso que envolve quem visita a Sala Íntima. Eclética na mistura de elementos, a decoradora Kátia Costa abusou com criatividade da madeira – para aquecer –, além de tendências étnicas como as fibras naturais. Os tons neutros da mobília são quebrados pelo coloridos das almofadas. ‘‘É um espaço restrito para os momentos de família, como reuniões, bate-papos, ou mesmo para ver TV’’, explica. Além de poltronas confortáveis, a sala é equipada com a melhor tecnologia de aúdio e vídeo. O requinte fica por conta do lustre em Cristal Bacará e das obras de arte, como a interessante cobra em madeira esculpida por uma artista de Cuiabá (MT).

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