Beleza amazônica
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 30 de janeiro de 2015
Bruna Quintanilha<br> Reportagem Local 

Com cerca de 7 milhões de quilômetros quadrados, a Floresta Amazônica desperta verdadeiro fascínio entre os turistas. Antes procurado quase que exclusivamente por estrangeiros, esse roteiro vem recebendo cada vez mais brasileiros, que estão descobrindo os encantos e as belezas naturais da região. Mesmo a Amazônia ocupando parte de nove Estados brasileiros, é o Amazonas, que leva no nome a maior floresta tropical do mundo, a maior porta de entrada dos turistas para conhecer a floresta.
Na Amazônia há calor e umidade durante todo o ano, mas costuma-se falar em duas estações: a seca e a chuvosa. A primeira ocorre entre junho e novembro e apesar de ser chamada de seca, tem chuvas quase que diariamente, mas em menor quantidade do que na época chuvosa, que vai de dezembro a maio. Como a vida na Amazônia acontece em função dos rios Negro e Solimões, entender como funcionam as "estações" é fundamental na hora de programar a viagem.
Em dezembro, quando começam as cheias, as águas dos rios começam a subir. A diferença entre as duas épocas é tanta que o nível da água pode variar em até 10 metros de uma estação para a outra, alterando completamente a paisagem local. Nas secas é possível ver as praias que se formam na beira dos rios e as marcas da última cheia nas árvores e palafitas. Essa última, uma visão surpreendente e quase inacreditável para os turistas. Já no período chuvoso, o rio sobe tanto que é possível observar as copas das árvores e navegar sobre elas durante os passeios de barcos pelos igapós e igarapés do Negro e do Solimões.
Filtro solar e repelente são itens de primeira necessidade na visita à floresta, mas não se deixe levar pela ideia de que o passeio é inviável por causa dos insetos. Há mosquitos sim, mas menos do que se espera e nada que um bom repelente não resolva. O mesmo ocorre com a diversidade de animais. Mesmo abrigando uma biodiversidade enorme, nem todos os bichos são facilmente observados na Amazônia. Além de macacos, jacarés, botos e uma grande diversidade de pássaros, dificilmente se tem contato com outras espécies. Outra recomendação básica é o uso de sapatos confortáveis, calças e camisas de manga longa, principalmente nas trilhas na mata. Não obrigatória, mas também recomendada é a vacina de febre amarela. Não só nesta região, mas em todo o Norte do Brasil.
Um show à parte na visita à Amazônia é a culinária local. Os peixes amazônicos como o pirarucu, tambaqui e tucunaré são supersaborosos e podem ser degustados de diversas maneiras. A variedade de frutas também é grande com destaque para os exóticos: noni, ingá e tucumã, este último bastante utilizado também nas refeições. Outra fruta quase desconhecida nas outras regiões do Brasil é a pupunha, fruto da palmeira que dá o palmito, que é bastante consumido no café da manhã pelas populações ribeirinhas, após ser cozido.
- A repórter viajou a convite do Iberostar




