Cortar as pontas deterioradas é o primeiro passo para tratar cabelos danificados pelos efeitos do verãoApesar de só terminar oficialmente no final de março, o verão já dá sinais de que é hora de recolher o guarda-sol e aposentar o biquíni. E o fim da temporada de praia não é apenas sinônimo de volta à rotina. Também é época de reverter os danos causados pelos raios solares, pela água do mar e pelo cloro da piscina. Ao contrário do que muita gente pensa, não é só a pele que sofre com os abusos cometidos sob o sol. Ressecados, manchados e sem vida, os cabelos precisam de uma verdadeira operação resgate para que voltem a brilhar.
De acordo com a médica dermatologista Rosa Caland, o sol abre as cutículas do cabelo (microescamas que protegem o fio), facilitando a penetração de agentes nocivos, como a água salgada, e também a saída de nutrientes, desidratando os fios. Cutículas deterioradas oxidam o pigmento que dá cor ao cabelo, e o tom resultante é sempre uma surpresa. O calor dos raios infravermelhos dissolve a camada de óleo que protege o couro cabeludo onde se implantam os fios. O resultado não poderia ser mais comprometedor: cabelos quebradiços e ressecados, um dos grandes inimigos da boa aparência.
A única boa notícia dessa história é que o sol não consegue danificar a raiz, que está protegida pelo bulbo capilar, no couro cabeludo. Raiz saudável é a garantia de que outro fio vai nascer para substituir o que foi danificado. Mas a reciclagem é lenta. Um fio dura, em média, cinco anos, e depois cai para dar lugar a um novo. A triste constatação é que se muitos fios forem danificados, a aparência fica comprometida por vários anos.

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